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VIDA

Técnicos de enfermagem matavam pacientes com remédios e desinfetante

Grupo usava o sistema do hospital para aplicar substâncias letais em pacientes. Até agora não se sabe a motivação dos crimes

Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou um enredo de horror dentro de um dos hospitais mais tradicionais de Brasília. Três ex-técnicos de enfermagem foram presos, acusados de matar ao menos três pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, aplicando-lhes medicamentos de forma indevida e, em um dos casos, injetando desinfetante na veia da vítima.

“Eles foram mortos pela ação de quem deveria estar cuidando deles”, resumiu o delegado Wisllei Salomão, responsável pelo caso, batizado de Operação Anúbis.

O método: fraude, furtividade e crueldade

Segundo a investigação, que analisou imagens de câmeras, prontuários e ouviu funcionários, o grupo agia de forma calculada. Um dos técnicos aproveitava que o sistema de prontuários estava aberto com o login de um médico para prescrever um medicamento de uso comum em UTIs, mas que, se aplicado diretamente na veia, provoca uma parada cardíaca fatal.

Com a receita fraudulenta em mãos, ele ia à farmácia do hospital, pegava o medicamento, escondia a seringa no jaleco e a aplicava nos pacientes. As duas técnicas de enfermagem presas, segundo o delegado, foram coniventes e auxiliaram na ação.

O requinte de crueldade, no entanto, foi revelado em um dos casos. “Quando o medicamento acabou, ele pegou um desinfetante […] o colocou no copinho plástico, sugou o desinfetante numa seringa e injetou [o conteúdo] por mais de dez vezes em uma das pacientes”, detalhou o delegado.

As vítimas e os suspeitos

As três vítimas identificadas até agora são uma professora aposentada de 75 anos, um servidor público de 63 anos e um homem de 33 anos. Os crimes ocorreram em novembro e dezembro de 2025, mas só vieram a público agora.

O principal suspeito, um homem de 24 anos que também é estudante de fisioterapia, continuou trabalhando em uma UTI infantil mesmo após ser demitido do Hospital Anchieta. As duas técnicas detidas têm 28 e 22 anos.

A descoberta

O hospital informou, em nota, que demitiu os funcionários e acionou a polícia após um comitê interno identificar “circunstâncias atípicas” nas mortes. A instituição se colocou como “também vítima da ação destes ex-funcionários” e afirmou estar colaborando de forma irrestrita com a investigação.

A polícia agora apura a motivação dos crimes e investiga se o grupo fez outras vítimas nos hospitais por onde passaram.

Fonte: Com informações da Agência Brasil

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