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VIDA

Mundo chora a partida de Francisco: um farol de justiça social e paz

"Deus não é um juiz, é um abraço. E a Igreja deve ser uma ponte, não um muro."

A notícia da morte do Papa Francisco, aos 87 anos, ecoou como um terremoto espiritual pelo mundo, deixando milhões de fiéis e não fiéis em luto. O primeiro pontífice latino-americano, nascido Jorge Mario Bergoglio, não foi apenas um líder religioso, mas um símbolo global de humildade, luta pelos pobres e defesa intransigente da paz. Sua morte, após anos de dedicação incansável à humanidade, encerra um capítulo luminoso na história da Igreja Católica, mas seu legado de justiça social, ecumenismo e amor aos marginalizados permanecerá como semente de esperança.

Um Papa Revolucionário
Desde sua eleição em 2013, Francisco rompeu protocolos seculares para viver o Evangelho na prática: trocou o palácio apostólico por um apartamento simples, lavou os pés de refugiados e condenou o capitalismo selvagem como “a nova tirania”. Em sintonia com os ideais socialistas, denunciou a desigualdade como raiz da violência e defendeu que “esta economia mata”, exigindo terra, teto e trabalho como direitos sagrados. Foi o primeiro papa a visitar favelas, abraçar pessoas com HIV e criticar publicamente a exploração colonialista na África e na América Latina.

Pacifista em Tempos de Guerra
Em um mundo dividido, Francisco foi voz profética contra as guerras: mediou conflitos entre EUA e Cuba, condenou a invasão da Ucrânia e chamou a Palestina de “Estado mártir”. Seu apelo pelo desarmamento nuclear e sua defesa dos migrantes (“não são invasores, são vítimas”) marcaram seu pontificado como um farol ético em tempos sombrios.

Luto Nacional no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que compartilhava com Francisco a visão de um mundo mais solidário, decretou luto oficial de sete dias no Brasil. Em pronunciamento, Lula lembrou o papa como “um irmão dos pobres e um gigante da paz”, cujos ensinamentos inspiraram políticas sociais como o Fome Zero. A bandeira nacional será hasteada a meio-mastro, e memoriais públicos estão sendo organizados em várias cidades.

O Legado que Nunca Morrerá
Francisco não foi perfeito — enfrentou críticas por avanços lentos contra abusos na Igreja — mas sua revolução da ternura mudou o mundo. Deixou como herança a Laudato Si’ (encíclica ecológica que inspirou a COP30) e a Fratelli Tutti (manifesto contra o fascismo social). Seu último sermão, dias antes de morrer, resumia sua vida: “Deus não é um juiz, é um abraço. E a Igreja deve ser uma ponte, não um muro.”

Onde Estará Francisco Agora?
Para os crentes, na glória dos justos. Para os secularizados, na memória coletiva como o papa que ousou sonhar com um novo sistema. Em suas próprias palavras: “Se queremos mudar o mundo, comecemos pelos últimos.” Que a terra lhe seja leve, companheiro Bergoglio.

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