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Bia Kicis ataca o STF e pode virar ré: a negacionista da pandemia agora mira Moraes

Grupo Prerrogativas acusa a deputada de difamar ministros e pede apuração criminal à PGR

Conhecida por sua atuação desastrosa e desumana na pandemia, quando, em plena crise sanitária no Amazonas, Bia Kicis (PL-DF) usou suas redes para desinformar, desestimular o uso de máscaras e defender o uso de medicamentos ineficazes, a deputada volta ao centro das polêmicas por causa de novos ataques infundados às instituições democráticas.

Desta vez, o Grupo Prerrogativas — formado por juristas, advogados e professores — protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que se investigue criminalmente a deputada bolsonarista. A iniciativa se baseia nas declarações de Bia durante a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), no último dia 15 de maio, quando ela acusou o ministro Alexandre de Moraes de adulterar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), sem apresentar qualquer prova.

Para o coletivo, a deputada extrapolou os limites da imunidade parlamentar e cometeu calúnia e difamação qualificada. “As falas comprometem o decoro, violam a separação entre os Poderes e fragilizam a confiança nas instituições democráticas”, afirma o documento.

Durante a sessão, Bia Kicis — que se notabilizou por impedir o avanço do projeto de lei contra fake news no Congresso — insinuou um suposto conluio entre partidos e o Judiciário para justificar decisões do STF. Disse ainda que Moraes teria “adulterado julgamento” e sugeriu que outros ministros teriam compactuado. A deputada também chegou a chamar o STF de “farsa judicial”. Nenhuma prova foi apresentada.

Questionada, a parlamentar tentou se defender com o argumento de que apenas “reportou fatos” e usou a velha carta da imunidade parlamentar. “Quem tem prerrogativas violadas sou eu”, disse, atacando o Grupo Prerrogativas, que protocolou a representação. “Esse grupo só serve para violar prerrogativas.”

Bia Kicis é reincidente. Aliada ferrenha do bolsonarismo, ela presidiu a CCJ da Câmara em 2021, quando usou o cargo para travar votações, defender pautas conspiratórias e promover desinformação. É apontada como uma das figuras que sabotaram a CPI da Covid e que encobriram os crimes da gestão Bolsonaro na pandemia.

No pedido, o Prerrogativas solicita que a PGR requisiste a íntegra do vídeo da sessão da CCJ e sua transcrição. Cabe agora ao procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, decidir se instaura um inquérito e, eventualmente, oferece denúncia ao STF.


[Quem é Bia Kicis?]

Nome completo Beatriz Kicis Torrents de Sordi
Cargo atual Deputada Federal (PL-DF)
Formação Direito (UnB)
Atuação marcada por Ataques às urnas, STF e negacionismo da Covid
Polêmicas Propagação de fake news, apoio ao golpismo
Última controvérsia Acusação sem provas contra Moraes no STF



Fonte: Agência Brasil

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