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GEOPOLÍTICA

Nobel de Economia pede impeachment de Trump por taxas contra o Brasil

Paul Krugman denuncia a taxação de 50% de Trump como jogada política para proteger ex-presidente, enquanto Lula reafirma a soberania nacional

Em um movimento reativo, Donald Trump, presidente estadunidense, lançou a taxação de 50% sobre as exportações brasileiras. Essa manobra não só ignora qualquer lógica econômica, mas revela uma clara intenção de intervir nos assuntos internos do Brasil, especialmente no que tange ao julgamento de Jair Bolsonaro e seus cúmplices. A reação do economista norte-americano Paul Krugman, vencedor do Nobel de Economia, foi imediata e incisiva: tal ação é motivo para o impeachment de Trump, caso os Estados Unidos ainda fossem uma democracia funcional.

Em seu blog, sob o título “Programa de Proteção a Ditadores de Trump”, Krugman não poupou críticas. Para ele, a taxação “diabólica e megalomaníaca” imposta por Trump não possui justificativa econômica e serve apenas como uma retaliação política. É um aceno claro e descarado de apoio a um ex-presidente que flertou abertamente com o autoritarismo e tentou subverter a democracia brasileira. Trump, em documento divulgado nas suas redes, defendeu Jair Bolsonaro e atacou a forma como o Brasil lida com o ex-presidente, classificando-a como uma “desgraça internacional”.

Krugman questiona a megalomania de Trump ao tentar usar tarifas para intimidar uma nação com mais de 200 milhões de habitantes, cujo mercado estadunidense representa menos de 2% do seu PIB. A ideia de que essa pequena alavanca pode forçar o Brasil a abandonar sua democracia é uma subestimação grotesca da nossa resiliência e do nosso compromisso com a justiça.

O Nobel de Economia nos lembra que a política tarifária já foi utilizada para fins políticos no passado, mas em um contexto muito diferente: o sistema de comércio internacional pós-Segunda Guerra Mundial foi construído com a crença de que o comércio poderia ser uma força de paz e fortalecimento da democracia. Hoje, Trump subverte esse propósito nobre, utilizando-o para proteger um “aspirante a ditador”. Isso deveria acender um alerta para todas as pessoas que defendem a liberdade e a democracia global.

A resposta do presidente Lula foi imediata e enfática, demonstrando a força e a soberania do nosso país. No mesmo dia do anúncio de Trump, Lula reafirmou a intransigência com a soberania nacional, rejeitando qualquer “ingerência ou ameaça” sobre o processo legal que Bolsonaro e outros acusados de tentativa de golpe enfrentam. “O Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”, declarou Lula, em um comunicado divulgado pelo Palácio do Planalto e suas redes sociais.

Ele foi além, afirmando que as tarifas de Trump serão respondidas “à luz da lei brasileira de Reciprocidade Econômica”. Essa postura firme e determinada de Lula é um exemplo de como um líder progressista defende os interesses de seu povo, não cedendo a pressões externas que visam minar nossa autonomia e nossa capacidade de fazer justiça.


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Fonte: Brasil de Fato

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