O pastor Silas Malafaia foi alvo de uma ação da Polícia Federal (PF) na quarta-feira e hoje (21) aparece vociferando nas redes sociais, dizendo-se perseguido por ser um líder religioso. Mas é importante deixar claro: a investigação não é sobre a religião dele. O foco da Justiça é em suas ações que teriam atrapalhado investigações de crimes contra a democracia, o que se configura como obstrução de Justiça. Isso é sério porque mostra que a lei vale para todos, sem exceção.
A ordem para a operação veio do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF agiu no Rio, apreendendo o celular do pastor e seus cadernos. A Justiça suspeita que Malafaia ajudou a “orientar” ações para atrapalhar o devido trâmite do processo penal pelo crime de golpe de Esatdo e abolição violenta do Estado democrático de direito. Por essas ações e não pela sua fé ele está proibido de sair do Brasil, teve passaportes cancelados e não pode falar com outros investigados.
Após a operação, Malafaia atacou Moraes, chamando-o de “criminoso” e “ditador”. Ele negou ter “orientado” Bolsonaro, dizendo: “Eu converso com amigos (…) Quem sou eu para orientar o Eduardo Bolsonaro?”. O pastor tentou se defender dizendo: “Eu sou um líder religioso. Eu não sou um bandido nem um moleque”. A Justiça, no entanto, investiga atos, não crenças. A apreensão de cadernos, que ele se indignou, é um procedimento normal para buscar provas.
Malafaia classificou a medida como “crime de opinião”, perguntando: “Onde é que você é proibido de conversar com alguém? Que país é esse? Que democracia é essa?”. Mas a investigação é sobre a suposta coordenação de atos ilegais para interferir na Justiça, não sobre liberdade de expressão. Ele prometeu atos em 7 de setembro, afirmando que “Alexandre de Moraes tem que tomar um impeachment, ser julgado e preso”.
As proibições impostas pela Justiça, como a de não sair do país e não se comunicar com outros investigados, servem para garantir que Malafaia não interfira nas apurações ou tente fugir.






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