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GEOPOLÍTICA

EUA bombardeiam Venezuela e dizem ter capturado Maduro

Em violação flagrante de soberania, governo Trump quer dar ao poder a líder oposicionista que prometeu dar o petróleo aos EUA

Em um dos atos mais brutais de agressão imperialista deste século, os Estados Unidos bombardearam a capital da Venezuela, Caracas, e anunciaram a captura do presidente Nicolás Maduro. A ação, confirmada pelo próprio Donald Trump, não é apenas um ataque a uma nação soberana, mas a materialização de um plano para saquear as maiores reservas de petróleo do mundo, um plano que teve seu roteiro revelado pela líder da oposição, Maria Corina Machado.

Em uma entrevista recente a um podcast americano transmitida pela rede social Rumble (veja vídeo abaixo), Corina, a aposta de Washington para liderar a Venezuela, prometeu abertamente que entregaria o controle do petróleo venezuelano aos Estados Unidos. A declaração foi a senha para que a Casa Branca, sob o comando de Trump, executasse a fase final de seu plano: a derrubada de um governo para a apropriação de seus recursos.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado”, afirmou Trump em suas redes sociais, prometendo uma coletiva de imprensa para celebrar o que chamou de “operação brilhante”.

A operação, que envolveu ataques aéreos, desembarque de fuzileiros e o uso de forças especiais, representa a primeira intervenção militar direta dos EUA para derrubar um líder sul-americano. Enquanto a Venezuela denuncia a agressão e pede uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU, o mundo assiste a um espetáculo de hipocrisia.

A hipocrisia ensurdecedora

A reação, ou a falta dela, das grandes democracias ocidentais é, talvez, tão chocante quanto o próprio ataque. Há menos de quatro anos, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, o mundo ocidental se uniu em uma condenação uníssona. Sanções foram impostas, armas foram enviadas e discursos inflamados sobre a defesa da soberania e do direito internacional dominaram a pauta.

Hoje, diante de uma agressão igualmente flagrante e ilegal, o que se ouve de Washington, Londres, Paris e Berlim é um silêncio ensurdecedor. Nenhuma grande democracia ocidental ousou condenar o ataque. A soberania, ao que parece, é um direito que só vale para alguns. Quando o agressor é um aliado e a vítima possui o petróleo que o mercado deseja, o direito internacional se torna letra morta.

Enquanto a extrema direita global, de Javier Milei na Argentina a congressistas na Flórida, comemora a “liberdade” que avança a bordo de mísseis, nações como Rússia, China, Cuba e Colômbia condenam o ato. O presidente colombiano, Gustavo Petro, repudiou a agressão e mobilizou recursos para a fronteira, preparando-se para um fluxo maciço de refugiados.

O ataque à Venezuela não é apenas sobre a queda de Maduro. É sobre o fim de qualquer pretensão de uma ordem mundial baseada em regras. É a prova de que, para o Ocidente, a soberania de uma nação é relativa e seus recursos são negociáveis, seja pela diplomacia da submissão ou pela força bruta. A história julgará não apenas os agressores, mas também aqueles que, com seu silêncio, se tornaram cúmplices.


NOTA DA REDAÇÃO

Quando ler sobre os ataques dos EUA à Venezuela, leve sempre em consideração a questão econômica. O prêmio Nobel da paz deste ano foi concedido à dissedente venezuelana María Corina Machado, adversária de Nicolas Maduro. Ela, numa entrevista concedida logo após o anúncio do prêmio, anunciou o que pretende fazer caso assuma o poder na Venezuela. Veja abaixo:

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