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CULTURA & ENTRETENIMENTO

Bienal 2025: Ruy Castro, Krenak e Chimamanda no ‘Book Park’ que desafia elitismo literário

Capital Mundial do Livro recebe roda gigante, ingressos a R$ 21 e Conceição Evaristo — enquanto MEC corta 37% do orçamento para bibliotecas públicas

De 13 a 22 de junho, o Riocentro vira um parque de diversões literário com:

  • Homenagem a Ruy Castro (que lança 2 livros)
  • Presença de 12+ autores negros e indígenas (Krenak, Evaristo, Itamar Vieira Jr.)
  • Ingressos a R$ 21(e gratuidade para professores — os mesmos que ganham piso de R$ 2.886)

Tudo isso enquanto o MEC reduz em R$ 180 mi verbas para aquisição de livros em 2025.

Por que essa Bienal é diferente?

  1. Book Park

    • Roda gigante temática com livros suspensos
    • Arena gamificada onde você “desbloqueia” clássicos como se fossem níveis de videogame
    • Frase-chave: “Queremos que ler seja tão viciante quanto TikTok” (Raphael Montes)
  2. Geopolítica do Livro

    • Chimamanda (Nigéria) e Lina Meruane (Chile) debatem “Literatura do Sul Global”
    • Dado cruel: Enquanto isso, EUA banem livros de autores negros em 12 estados
  3. Acesso Pop vs. Realidade

    • Ingresso a R$ 21, mas 61% dos cariocas não compram 1 livro/ano (Datafolha 2024)
    • Transporte ampliado, mas 3 linhas de BRT estarão fechadas em junho

[ENTENDA]
O paradoxo do livro no Brasil:

  • Bienal terá 200 mil visitantes
  • Mas 44% das escolas públicas não têm biblioteca (Undime)
  • Solução? SNEL propõe isentar impostos para livros didáticos (PL 2345/25)

Fonte: Agência Brasil

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