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Slam BR 25
Poetas de diferentes regiões do Brasil se apresentam no Teatro Sesc Silvio Barbato durante o Slam BR 25. | Foto: Josemar Afrovulto
CULTURA & ENTRETENIMENTO

Slam BR 25 começa hoje no DF com poetas de todo o país

Competição nacional de poesia falada garante vaga para a Copa do Mundo

Brasília sedia a partir de hoje (26) a primeira edição do Slam BR 25. O evento representa o Campeonato Brasileiro de Poesia Falada no Centro-Oeste. Além disso, o Teatro Sesc Silvio Barbato recebe a programação até 1º de março. O local abriga batalhas poéticas, seminários e uma feira cultural. Consequentemente, o encontro reúne poetas de todo o país. A iniciativa reforça a potência da palavra falada como instrumento de resistência e educação.

O Slam BR 25 significa muito mais do que um simples campeonato. Pela primeira vez na história, a maior competição do gênero na América Latina chega ao Distrito Federal. Portanto, a organização atinge o objetivo de descentralizar o movimento do Sudeste. Durante quatro dias, poetas de distintos territórios e sotaques dialogam com o público. Eles também disputam o cobiçado título nacional.

Nesse cenário, a coordenadora Meimei Bastos classifica a realização do evento como histórica. Ela organiza o campeonato no Distrito Federal. “Nós vamos receber poetas de várias partes do Brasil. Isso cria uma oportunidade única para conhecer a cena externa e mostrar a nossa”, afirma. Por outro lado, ela destaca a exigência de muita energia e coragem para tirar o evento do eixo Sudeste. A coordenadora ressalta a dimensão política do encontro. O espaço garante visibilidade para vozes tradicionalmente marginalizadas.

A força da poesia falada

A poesia falada possui raízes profundas. O movimento slam nasceu em Chicago no ano de 1984. Logo depois, a prática ganhou força no Brasil como poesia oral performática. Diferente da literatura tradicional, o slam leva a arte diretamente para as ruas e escolas. Assim, a iniciativa funciona como uma poderosa ferramenta de educação não formal.

A pesquisadora Cynthia Agra de Brito Neves explica a origem do termo. A palavra remete a uma batida forte. Ela simboliza o impacto direto da performance poética. No Brasil, o movimento cresceu com artistas como Roberta Estrela D’Alva e coletivos como o Slam da Guilhermina. Agora, o campeão nacional representará o país na Copa do Mundo de Slam. Essa conexão insere o circuito local na cena internacional.

Expectativa e diversidade

Além da disputa, o evento reafirma o slam como um espaço de “reexistência”. O termo funde resistência e existência. Dessa forma, a poesia dá voz a corpos historicamente excluídos. Meimei Bastos lembra que o Brasil ficou sem representante internacional em 2024. “Nosso objetivo garante a presença do país lá fora. Contudo, nós também queremos ecoar vozes diversas de várias regiões”, pontua.

A edição do Distrito Federal simboliza a diversidade cultural brasileira. Poetas de periferias urbanas, comunidades quilombolas e indígenas participam lado a lado. Eles trazem diferentes sotaques e narrativas. Por fim, a dimensão pedagógica do evento busca formar jovens escritores e leitores críticos. A literatura marginal rompe os parâmetros tradicionais e exige reconhecimento nacional.


Serviço

Slam BR 25 — Edição Distrito Federal

Data: de 26 de fevereiro a 1º de março

Local: Teatro Sesc Silvio Barbato — Brasília/DF

Programação gratuita

Mais informações nas redes sociais (neste link).

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