O Brasil que vai às urnas no domingo registrou a menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012: 5,3% no trimestre encerrado em agosto. No mesmo dia, o país criou 165,8 mil novas vagas com carteira assinada em agosto e acumula 1,13 milhão de postos no ano. Desde janeiro de 2023, são 5,5 milhões de empregos formais — e, somando o setor público, mais de 10 milhões na gestão. Os dados são do IBGE e do Novo Caged, divulgados nesta terça-feira (29).
Mais de 50 mil pessoas em Fortaleza no ato de campanha do presidente Lula com Camilo Santana, Luiziane Lins, o governador Elmano Freitas, o senador Cid Gomes, o ministro José Guimarães. Foto: Ricardo Stuckert
Isso importa porque desemprego não é estatística: é gente que não consegue pôr comida na mesa. A queda de 0,3 ponto veio junto com a abertura de vagas. O número de desocupados caiu para 5,8 milhões — 281 mil a menos que no trimestre anterior e 300 mil a menos que um ano atrás. A população ocupada chegou a 103,5 milhões, o maior contingente já registrado, com 774 mil trabalhadores a mais em três meses.
O contexto é de recorde atrás de recorde. O emprego com carteira no setor privado atingiu 39,5 milhões de vínculos, o maior da história. A construção abriu 306 mil postos no trimestre (alta de 4,1%) e a indústria, 265 mil (alta de 2,0%). A renda acompanhou: o rendimento médio real ficou em R$ 3.777, alta de 3,7%, e a massa de rendimento alcançou R$ 385,6 bilhões, o maior valor da série, com crescimento de 4,8% em um ano.
A informalidade caiu para 37,5% dos ocupados, contra 38,0% um ano antes. A subutilização recuou para 13,1%, e a população subutilizada diminuiu em 1 milhão de pessoas. É a política de valorização do salário mínimo, de reajuste acima da inflação e de incentivo à indústria chegando à ponta: mais gente com carteira, mais renda, mais consumo, mais economia girando.
A contradição central
A extrema direita passou quatro anos prevendo recessão, caos e desemprego em massa. O Brasil vai às urnas com o menor desemprego da série histórica, 5,5 milhões de empregos formais criados desde 2023 e massa de rendimento recorde. Os números não mentem — e quem mente tem medo deles. O trabalhador não esquece quem gerou emprego e quem prometeu o caos.
