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inquérito PF Lulinha inocente
Fábio Luís Lula da Silva: o pai já disse que não vai protegê-lo, mas o próoprio inquérito vazado pela PF atesta que não houve crime algum. Foto: Reprodução Redes Sociais
BRASIL

Relatório da PF: Lulinha é inocente da acusação de corrupção

Investigação colecionou detalhes do fracasso da venda de canabidiol

As quase mil e quinhentas páginas do relatório da investigação aberta pela Polícia Federal para escarafunchar as suspeitas de corrupção e tráfico de influência por parte de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, trazem uma conclusão indiscutível: a lobista Roberta Luchsinger, amiga e sócia de Lulinha, foi contratada por Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, para ajudar a fechar na gestão Lula 3 um negócio bilionário de venda de canabidiol ao Ministério da Saúde. Isso é fato. E o fato acaba aqui. O Careca sequer tinha na mão o que queria vender. Estava visitando potenciais fornecedores em Portugal e na Espanha. Ao mesmo tempo, contratada para representá-lo, já que Antunes não tinha acesso ao Governo, Roberta usou o nome de Lulinha para abrir portas, inclusive a mais poderosa delas, a do chefe de gabinete do presidente da República; fez mais de 40 visitas ao ministério, rascunhou uma minuta de contrato, sentou com o então número 2 da pasta, o secretário-executivo Swenenberger Barbosa, o Berge, e… no final das contas, deu tudo errado. O ministério se negou a prosseguir, a porta foi fechada. O governo disse um rotundo “não”. Isto é, o inquérito que deveria investigar crime não encontrou crime. Encontrou lobby. E o lobby fracassou.

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O lobby que não fechou

A linha do tempo dos fatos — não dos vazamentos, dos fatos — expõe as veias abertas do lobby montado, financiado e articulado que não chegou a lugar nenhum. Não é bonito de se ver, como qualquer dissecção. Mas não é crime.

Em 22 de março de 2024, Roberta Luchsinger disse a Lulinha em mensagem: “nosso futuro é a Suíça”. No mesmo diálogo, Lulinha mencionou participação em reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete do presidente Lula, e com Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, então secretário-executivo do Ministério da Saúde. A conversa foi recuperada pela PF no celular de Roberta, apreendido em dezembro de 2025.

Em maio de 2024, Roberta enviou a Marcola uma minuta de contrato para fornecimento de canabidiol ao Ministério da Saúde. A proposta previa dispensa de licitação para 1,2 milhão de frascos de 36 tipos de medicamentos, avaliada em R$ 626 milhões. O negócio não foi concretizado.

Em data indeterminada de 2024, Roberta conseguiu reunião com Berger, número 2 do Ministério da Saúde, três dias após ajuda de Marcola. Apresentou-se a Berger como “amiga do Fábio”. A reunião ocorreu. O contrato, não.

Entre novembro de 2024 e março de 2025, a Brasília Consultoria Empresarial S/A, empresa do Careca do INSS, fez cinco pagamentos mensais de R$ 300 mil cada à RL Consultoria e Intermediações Ltda., de propriedade de Roberta e seu pai, Roberto Luchsinger. Total: R$ 1,5 milhão. A defesa de Roberta confirmou que o primeiro pagamento ocorreu em novembro de 2024. As datas exatas de cada um dos cinco repasses não foram divulgadas publicamente. Os relatórios da PF citados pela imprensa mencionam apenas o período.

Em 16 de janeiro de 2025, Roberta descreveu a relação com o grupo do Careca como “prestação de serviço” em conversa com Gustavo Gaspar, parceiro de Antunes. Disse: “Eu não faço nada se não contratar. Pq senão eh favor. Eh uma relação de prestação de serviço.”

Em mensagem apreendida sem data precisa divulgada, o Careca do INSS pediu a Milton Salvador, ex-funcionário seu, que transferisse R$ 300 mil à empresa de Roberta. Ao ser questionado sobre o destinatário, Camilo respondeu: “O filho do rapaz”. Milton junta mensagem comprovando pagamento à RL Consultoria. A PF suspeita que “filho do rapaz” seja Lulinha. A defesa nega e diz que Lulinha nunca recebeu repasse direto de Antunes.

Em outra mensagem sem data precisa, Roberta disse “Eu sou o Fábio”, apresentando-se como representante de Lulinha. Pretendia obter 20% de remuneração no projeto de cannabis medicinal. Em conversa distinta, disse: “Quero R$ 100 mi neste ano”.

Em 18 de dezembro de 2025, a PF executou busca e apreensão na casa de Roberta. Apreendeu o celular. Encontrou os cinco pagamentos de R$ 300 mil e as mensagens sobre o projeto de canabidiol. Roberta foi colocada em tornozeleira eletrônica.

O não que mudou tudo

De tudo o que foi apreendido, vasculhado, quebrado, interceptado e vazado, o único fato devidamente comprovado é este: o governo Lula disse não ao lobby pela venda de canabidiol sem licitação ao Ministério da Saúde.

A lobista usou o nome do filho do presidente. Disse “Eu sou o Fábio”. Fez mais de 40 visitas a órgãos do governo, das quais apenas uma consta em agendas oficiais. Apresentou o projeto. Enviou minuta de contrato a Marcola. Conseguiu reunião com Berger três dias após a intermediação. O Careca do INSS pagou R$ 1,5 milhão à empresa dela. E o governo disse não.

O negócio não fechou. A licitação não foi dispensada. O canabidiol não foi comprado. O Ministério da Saúde não assinou contrato. O não foi dado. E quando o único fato comprovado de todo o inquérito é a recusa do governo em fechar o negócio, o que se investiga não é crime. É a tentativa de lobby que fracassou.

A PGR confirmou. Em manifestação de 20 de agosto de 2026, o vice-procurador-geral escreveu que “a representação não menciona a conclusão de nenhum negócio entre o empresário e o Poder Público, que pudesse sugerir o efetivo atendimento às pretensões que o grupo se propôs a agenciar”. Ou seja: houve tentativa, houve articulação, houve pagamento entre privados — mas não houve contrapartida do governo. Não houve crime.

Os vazamentos que pintaram o não como sim

O que vazou do inquérito sob relatoria do ministro André Mendonça no STF não foi a recusa do governo. Foi o nome do filho do presidente, desconectado do fato de que o governo recusou, para criar a impressão de que houve crime onde houve um não.

A grande imprensa brasileira publicou uma enxurrada de vazamentos. O O Globo noticiou que Roberta comprou joias para Marcola. O Metrópoles publicou que Lulinha teria recomendado que Roberta emitisse nota fiscal para cobrar o empresário Cleber Ribas, dono da 3Structure IT. O Poder360 publicou outro filamento vazado. Lulinha e Roberta “discutiram sobre negócios e encontros com integrantes do Governo Federal”, sem muitos detalhes. Conversaram sobre “a Suíça”, com print de tela do celular com a frase solta, sem contextualização. Nada disso configura crime. Configura pichação.

A revista Fórum apurou que o PT pediu ao STF investigação sobre o vazamento dos áudios de Lulinha para a campanha de Flávio Bolsonaro. O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, classificou como “mais um vazamento criminoso” e disse que vai pedir providências enérgicas a Mendonça, ao Ministério da Justiça e à PF.

De todos os vazamentos até aqui, de todas as manchetes, de todos os prints de tela, de todas as conversas soltas sem contexto, o único fato devidamente comprovado é este: o governo Lula disse não ao lobby pela venda de canabidiol sem licitação ao Ministério da Saúde.

E quando o único fato comprovado de todo o inquérito é a recusa do governo em fechar o negócio, o que se investiga não é crime. O que se investiga é a tentativa de lobby que fracassou. E o que se vaza não é a tentativa que fracassou. É o nome do filho do presidente, desconectado do fato de que o governo recusou, para criar a impressão de que houve crime onde houve recusa.

Mendonça acelera e dorme

O ministro André Mendonça, nomeado por Jair Bolsonaro em 2021 com a missão explícita de ocupar a vaga de Marco Aurélio Mello com um perfil “evangélico e conservador”, nas palavras do próprio Bolsonaro, abriu três inquéritos contra Lulinha em menos de uma semana. Cobra pressa da PF. Exige respostas. Pressiona diligências.

Na gaveta abaixo, na mesa do mesmo ministro, repousa adormecido o inquérito Dark Horse, que investiga os R$ 61 milhões repassados pelo banqueiro corrupto Daniel Vorcaro, ex-controlador do falido Banco Master, para, diz-se, o financiamento de uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. O inquérito foi aberto em 23 de julho. Mais de um mês depois: nenhuma busca e apreensão, nenhuma quebra de sigilo, nenhuma prisão, nenhum vazamento. Nenhuma vírgula. O caso envolve Flávio Bolsonaro, candidato neofascista à Presidência pelo PL, que pediu dinheiro a Vorcaro. A PF pediu inclusão de Flávio na lista prateada da Interpol. É, por qualquer critério, o caso mais grave em tramitação no STF. Mas Mendonça espera. No Dark Horse, dorme. No Lulinha, corre.

A aritmética fala por si. Dark Horse: um inquérito, mais de um mês, nenhuma medida. Lulinha: três inquéritos, cobrança ativa do relator, provas ainda inexistentes, vazamentos seletivos. A PGR diz que o caso de Lulinha não é do STF. O caso de Flávio é. E o ministro que deveria investigar Flávio com a mesma energia com que investiga Lula é o mesmo que foi nomeado por Bolsonaro.

A defesa e o peso do sobrenome

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, foi cirúrgico em entrevista à GloboNews: “Se o Fábio Luís não fosse filho do presidente Lula, se fosse com qualquer uma das pessoas que estão nos acompanhando, esse inquérito teria sido arquivado. Ele carrega o peso de um sobrenome.”

A defesa sustenta que Lulinha não obteve nenhum pagamento por negócios de empresários com o governo. A PGR confirma: não houve negócio. A defesa diz que a investigação é “pesca probatória” e “pirotecnia”. A PGR confirma: fala em “imprecisão da qualificação jurídica”. A defesa diz que setores da PF estão “instrumentalizados por interesses político-eleitorais”. Os vazamentos em ano eleitoral confirmam.

O presidente Lula afirmou: “Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. E todo mundo tem o direito de provar se é inocente.” É o oposto do que fez Bolsonaro, que mudou superintendentes da PF para proteger os filhos.

O caso que temos aqui, comprovadamente, aconteceu pelas costas do presidente Lula. Envolve seu filho e o chefe de gabinete a quem o próprio Lula já disse considerar como um filho, numa trama malamanhada e mal sucedida. O governo foi desafiado, tentado. Mas não se deixou cair em tentação. E venceu.

O escândalo real

O escândalo real da eleição de 2026 não é o inquérito de Lulinha. É o vazamento metódico desse inquérito, operado de dentro do gabinete de André Mendonça, amplificado pela grande imprensa sem checagem, com o objetivo político de pichar Lula e beneficiar Flávio Bolsonaro.

É a Justiça seletiva que cobra provas que não existem contra o filho de Lula e dorme sobre R$ 61 milhões comprovados do banqueiro preso contra o candidato de Bolsonaro. É a PGR dizendo que o caso não é do STF enquanto o ministro do STF acelera o que não é seu e congela o que é.

É o candidato beneficiado pelos vazamentos dizendo que “está tudo certinho” enquanto o irmão foge para os Estados Unidos e o pai está preso por golpe de Estado. E o único fato comprovado, repito, porque é o que importa, é que o governo Lula disse não. Disse não ao lobby do canabidiol. Disse não à venda sem licitação. Disse não mesmo com a lobista usando o nome do filho do presidente. O não foi dado. O negócio não fechou.


LINHA DO TEMPO

LOBBY DE CANABIDIOL NO MINISTÉRIO DA SAÚDE

22 de março de 2024 — Roberta diz a Lulinha: “nosso futuro é a Suíça”. No mesmo diálogo, Lulinha menciona participação em reuniões com Marcola e Swedenberger Barbosa (Berger), então secretário-executivo do Ministério da Saúde. (Fonte: Metrópoles, 17/8/2026)

Maio de 2024 — Roberta envia a Marcola minuta de contrato para fornecimento de canabidiol ao Ministério da Saúde. A proposta prevê dispensa de licitação para 1,2 milhão de frascos de 36 tipos de medicamentos, avaliada em R$ 626 milhões. O negócio não foi concretizado. (Fonte: Metrópoles, 20/8/2026)

Data indeterminada (2024-2025) — Roberta consegue reunião com Berger, número 2 do Ministério da Saúde, três dias após ajuda de Marcola. Apresenta-se a Berger como “amiga do Fábio”. (Fonte: Valor Econômico, 26/8/2026)

Novembro de 2024 a março de 2025 — Cinco pagamentos mensais de R$ 300 mil cada, totalizando R$ 1,5 milhão, da Brasília Consultoria Empresarial S/A (empresa do Careca do INSS) para a RL Consultoria e Intermediações Ltda. (propriedade de Roberta e seu pai). A defesa de Roberta confirma que o primeiro pagamento ocorreu em novembro de 2024. As datas exatas de cada um dos cinco pagamentos não foram divulgadas publicamente. (Fonte: G1/Jornal Nacional, 19/3/2026; O Globo, 21/5/2026)

16 de janeiro de 2025 — Roberta descreve a relação com o grupo do Careca como “prestação de serviço” em conversa com Gustavo Gaspar, parceiro de Antunes. Diz: “Eu não faço nada se não contratar. Pq senão eh favor. Eh uma relação de prestação de serviço.” (Fonte: Veja/Times Brasil, 23/8/2026)

Data indeterminada (2024-2025) — Em mensagem apreendida, Careca do INSS pede a Milton Salvador que transfira R$ 300 mil à empresa de Roberta. Ao ser questionado sobre o destinatário, Camilo responde: “O filho do rapaz”. Milton junta mensagem comprovando pagamento à RL Consultoria. (Fonte: Estadão, 18/12/2025; G1, 19/3/2026)

Data indeterminada (2024-2025) — Roberta diz “Eu sou o Fábio” em mensagens, apresentando-se como representante de Lulinha. Pretendia obter 20% de remuneração no projeto de cannabis medicinal. (Fonte: CNN, 19/8/2026)

Data indeterminada (2024-2025) — Roberta diz em conversa: “Quero R$ 100 mi neste ano”. (Fonte: Poder360, citado em agosto/2026)

18 de dezembro de 2025 — PF executa busca e apreensão na casa de Roberta Luchsinger. Celular apreendido. Encontra os cinco pagamentos de R$ 300 mil do Careca do INSS e as mensagens sobre o projeto de canabidiol. Roberta é colocada em tornozeleira eletrônica. (Fonte: múltiplas, 18/12/2025)

20 de agosto de 2026 — PGR, em manifestação assinada pelo vice-procurador-geral Hindenburgo Chateaubriand Filho, afirma que a PF “não identificou conclusão de nenhum negócio” entre o grupo do Careca do INSS e o poder público. O contrato de canabidiol nunca foi assinado. O governo disse não. (Fonte: G1, 20/8/2026; Estadão, 21/8/2026)


QUEM É QUEM

Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) — filho mais velho do presidente Lula, empresário. Investigado em três inquéritos por suspeita de tráfico de influência. Negou irregularidades. Defesa classifica investigação como “pesca probatória”.

Roberta Luchsinger — empresária, lobista, amiga de Lulinha. Intermediária nas tratativas de canabidiol com o Ministério da Saúde. Recebeu R$ 1,5 milhão da empresa do Careca do INSS. Comprou joias para Marcola. Fez 40 visitas a órgãos do governo, mas apenas uma consta em agendas públicas. Disse “Eu sou o Fábio”. Pretendia obter 20% de remuneração no projeto de cannabis. Negou repasses a Lulinha.

Antônio Carlos Camilo Antunes (Careca do INSS) — lobista, operador central do esquema de descontos irregulares do INSS. Preso preventivamente. Indiciado pela PF. Tentou fechar contrato com o Ministério da Saúde para fornecer canabidiol. O contrato nunca foi assinado.

Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola) — ex-chefe de gabinete do presidente Lula. Recebeu joias e pagamentos de Roberta (R$ 249 mil em repasses, R$ 217 mil ao longo de 2024 entre transferências, boletos e presentes). Alegou empréstimo privado. Deixou a campanha de Lula após a PF descobrir os pagamentos.

Swedenberger Barbosa (Berger) — ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde. Apontado por informante não-identificado da PF como facilitador de acesso para pessoas ligadas a Lulinha. Investigado por relação com o Careca do INSS.

Cleber Ribas de Oliveira — empresário, dono da 3Structure IT. Acumula R$ 85,7 milhões em contratos com o governo federal. Pagou R$ 150 mil à consultoria de Roberta. Investigado no mesmo inquérito.

André Mendonça — ministro do STF, nomeado por Jair Bolsonaro em 2021. Relator de dois dos três inquéritos contra Lulinha. Cobra pressa da PF. Deve rejeitar pedido da PGR de envio à primeira instância. Investiga vazamentos.

Flávio Dino — ministro do STF. Relator do terceiro inquérito. Autorizou abertura em 4 de agosto. Também abriu apuração sobre vazamentos.

Guilherme Figueiredo Silva — delegado da PF, originalmente responsável pela Operação Sem Desconto. Substituído em maio de 2026. Era da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários.

Hindenburgo Chateaubriand Filho — vice-procurador-geral da República. Assinou a manifestação da PGR que diz que a PF não identificou negócio fechado e pede envio do caso à primeira instância.

Otto Medeiros — advogado. Citado por Roberta em mensagens como “sócio do Cássio”, em referência ao ministro do STF Kassio Nunes Marques. Nunes Marques negou ser sócio e se declarou impedido em processos nos quais Medeiros atua.

Kassio Nunes Marques — ministro do STF, nomeado por Bolsonaro. Negou ser sócio de Otto Medeiros. Mencionado indiretamente nas conversas de Roberta.

Alexandre Padilha — ministro da Saúde. Mencionado em conversas entre Roberta e Careca do INSS sobre “abrir portas” no governo. Já era ministro da Saúde quando a pasta fechou a porta para a proposta de compra de canabidiol.

Gustavo Gaspar — apontado como parceiro do Careca do INSS. Dialogou com Roberta sobre compromissos e pagamentos não cumpridos.

Marco Aurélio de Carvalho — advogado de defesa de Lulinha. Criticou vazamentos. Classificou investigação como “pesca probatória” e “pirotecnia”. Disse que setores da PF estão “instrumentalizados por interesses político-eleitorais”.

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