Lula encerra campanha com multidão na Avenida Paulista

"Democracia contra barbárie", diz Lula; adversário encerra no interior

Por Frente Livre
Lula na Paulista
Lula, Alckmin, Haddad, Márcio França, Marina, Simone Tebet e Janja com a multidão petista na Paulista. Fotos: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou neste sábado (3) a campanha do primeiro turno com uma multidão na Avenida Paulista e na Rua Augusta, em São Paulo. Segundo a assessoria da campanha, 150 mil pessoas participaram da caminhada, que seguiu até a Praça Roosevelt. Em clima de euforia, o presidente conclamou os apoiadores para uma mobilização capaz de decidir a eleição já no domingo (4).

“A minha causa é o povo brasileiro. A minha causa é a educação. A minha causa é a soberania brasileira”, disse Lula.

 

O presidente tinha a seu lado o vice Geraldo Alckmin (PSB), o candidato ao governo Fernando Haddad (PT), o candidato a vice Márcio França (PSB) e as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). A primeira-dama, Janja Lula da Silva, também participou.

Lula na Paulista Imagem aérea mostra Rua Augusta, em São Paulo, completamente tomada pela multidão de apoiadores do presidente Lula.

Democracia contra barbárie

Lula apresentou a disputa como uma escolha entre dois projetos.

“Vamos à urna amanhã com muita tranquilidade, sabendo do que está em jogo. De um lado, a democracia e a soberania. Do outro lado, a barbárie e a corrupção”, afirmou.

Sem citar Flávio Bolsonaro (PL), disse estar enfrentando um “chefe de quadrilha” e o crime organizado.

O presidente também citou o banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou que as investigações revelam novos elementos e que os adversários estariam preocupados com o avanço das apurações. Contra as bets, disparou: “141 bilhões de reais, dinheiro que poderia estar no comércio, dinheiro que poderia estar no bolso do povo. Portanto, a gente não vai permitir mais bets no Brasil.”

A Paulista é do povo

“Amanhã nós vamos ganhar a eleição no primeiro turno e vamos ocupar a Paulista”, declarou. E completou: “A Paulista não é da direita, é do povo brasileiro.” Janja convocou as mulheres: “Nós é que vamos entregar o tetra ao presidente Lula.”

O ato foi marcado por um impasse com a Prefeitura de São Paulo, de Ricardo Nunes (MDB), que tentou barrar a caminhada. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) autorizou o evento por 5 votos a 1. Houve ainda um princípio de confusão com policiais militares por causa dos carros de som, mas o ato prosseguiu.

Flávio foge para o interior

Enquanto Lula ocupava a Paulista, Flávio Bolsonaro encerrou a campanha no interior, com uma motocarreata entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que o chamou de “próximo presidente da República”. O percurso na capital foi abandonado por “dificuldades logísticas e de segurança”.

Lula na Paulista Candidato neofascista Flávio Bolsonaro encerrou a campanha com uma motoceata no interior de São Paulo, mobilizada pelo governador Tarcísio de Freitas. Foto: Vittor Sales

A escolha do interior ocorre em meio à disputa pelo eleitorado paulista, cerca de 21% do total. Pesquisa Datafolha mostra empate técnico no estado: Flávio com 39% e Lula com 38%. Mas a rua contou outra história: enquanto a extrema direita se escondeu, o povo tomou a Paulista. Amanhã, o voto decide.