O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou neste domingo (4), por volta das 8h, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Ao lado dele, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), o candidato a vice-governador Márcio França (PSB) e as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Após votar na escola João Firmino, Lula declarou confiança na vitória e voltou a apresentar a eleição como uma escolha de projeto de país. “O que está em jogo é a definição de um projeto de Brasil. O povo vai ter que escolher entre o fortalecimento da democracia e a barbárie”, afirmou.
Brasil não vai para frente com miliciano
Sem citar nominalmente o adversário, Lula fez ataques indiretos a Flávio Bolsonaro (PL). “O Brasil não vai para frente com miliciano. O Brasil não vai para frente com a ideia que se fez com o Banco Master”, declarou. A fala liga o candidato da direita às investigações que cercam sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e com milícias.
O presidente disse ainda que hoje será definida uma nova página na história do país e que acredita num comparecimento grande às urnas. Ele minimizou as pesquisas de intenção de voto mais recentes, que mostraram oscilações positivas de Flávio, e afirmou que o que vale é o que sair das urnas.
O povo nas urnas, o povo na rua
A votação de Lula ocorre um dia depois de ele encerrar a campanha com uma multidão de 150 mil pessoas na Avenida Paulista e na Rua Augusta, em São Paulo. A rua mostrou o que as pesquisas nem sempre captam: a mobilização popular em torno do projeto de reconstrução do país.
Enquanto Lula votava no ABC, o país inteiro ia às urnas. A votação segue até as 17h em todo o território nacional. O presidente deve aguardar a apuração em casa, em São Paulo, e depois encontrar aliados em um hotel na capital paulista.
O que está em jogo
A eleição deste domingo decide não apenas quem governa, mas que projeto prevalece. De um lado, a democracia e a soberania, com o fortalecimento das políticas públicas e dos direitos do trabalhador. Do outro, a barbárie e a corrupção, representadas por quem se alia a milicianos e a banqueiros investigados.
Lula sai das urnas confiante, mas o recado é claro: a vitória não é um favor, é uma construção do povo. O voto é a ferramenta. E o que vale, como disse o presidente, é o que sair das urnas.
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