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CULTURA & ENTRETENIMENTO

Pernambuco dá mais um pipoco cultural no Grammy latino

Da consagração no cinema à explosão musical, Nordeste brasileiro reafirma sua potência artística

A cultura pernambucana, já efervescente com a recente escolha do filme “O Agente Secreto”, do renomado Kléber Mendonça Filho, para representar o Brasil na corrida pelo Oscar, viu-se novamente no centro das atenções mundiais. Apenas dois dias após essa notícia, um novo marco de reconhecimento internacional reverberou pelo estado: o Grammy Latino anunciou a indicação de nada menos que cinco artistas pernambucanos em categorias de destaque da premiação, confirmando a força e a vitalidade da produção cultural local. 

Há um caldo cultural borbulhante em Pernambuco, alimentado por uma história rica e por uma nova geração que se apropria de suas tradições para construir o futuro. Este cenário de múltiplos reconhecimentos é um reflexo direto do trabalho árduo e da originalidade que emanam dos estúdios, palcos e corações dos criadores pernambucanos, reverberando agora em Los Angeles e Las Vegas.

Entre os agraciados na cobiçada categoria de “Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa”, quatro nomes pernambucanos se destacam, reafirmando a força da música regional e suas transformações. Joyce Alane, jovem talento de Recife/Moreno, aos 26 anos, comemora sua primeira indicação com “Casa Coração”. O álbum é uma revisitação do forró com seis releituras e uma faixa inédita, contando com duetos poderosos ao lado de Chico César, Santana, Mariana Aydar, Petrucio Amorim e Zeca Baleiro. Sua produção autoral, ao lado de Pedro Montoya e Luccas Maia, demonstra a vitalidade de uma nova geração que preserva as tradições nordestinas com um olhar fresco e inovador. A diversidade de colaborações em seu trabalho ressalta o espírito coletivo e a capacidade de diálogo intergeracional que caracterizam a música popular brasileira progressista.

Ao lado dela, João Gomes, natural de Serrita, marca sua terceira indicação ao Grammy Latino com “Dominguinho”, um projeto em parceria com Mestrinho e Jota.Pê. Gravado no Sítio Histórico de Olinda, o álbum é uma imersão acústica e intimista que homenageia a tradição sem perder o frescor, com sanfona, violões e percussão inventiva. João Gomes, um ícone da nova geração da piseiro, demonstra sua versatilidade e compromisso com a valorização das raízes nordestinas, conectando o popular ao erudito e o passado ao presente.

A cena contemporânea é enriquecida pela voz singular de Natascha Falcão, de Recife. Seu álbum “Universo de Paixão” é uma aposta em uma estética afetiva e autoral, que evoca memórias da música popular brasileira enquanto imprime novas cores e texturas ao gênero. O trabalho de Natascha reafirma o potencial criativo pernambucano, explorando sonoridades que ressoam com um público amplo e diverso, que busca identificação e profundidade nas canções.

Outro nome que surpreende e inspira é Fitti, artista transmasculino também de Recife, que já em seu primeiro álbum de estúdio, “Transespacial”, conquista uma indicação ao Grammy Latino. Produzido por Zé Nigro, duas vezes vencedor do Grammy, o disco mescla modernidade e brega, mantendo uma forte conexão com as raízes recifenses. A faixa de trabalho “Chamego”, com Amanda Magalhães, é um exemplo potente desse encontro entre tradição e inovação. A indicação de Fitti é um símbolo da pluralidade e da vanguarda da cultura pernambucana, que abraça e celebra a diversidade de identidades e expressões, um valor fundamental para uma sociedade democrática e inclusiva.

Ainda na lista de ouro, Léo Foguete, de Petrolina, é a revelação pernambucana no Grammy Latino, concorrendo na categoria “Melhor Álbum de Música Sertaneja” com “Obrigado Deus”. Lançado em outubro de 2024, o álbum, que aposta no piseiro, traz sucessos como “Última Noite” e “Cópia Proibida”, mostrando um artista jovem que dialoga com o sertanejo nacional sem abrir mão do sotaque marcante do Sertão nordestino. Sua presença na categoria sertaneja, embora com sonoridade do piseiro, demonstra a fluidez e a capacidade de fusão dos ritmos brasileiros.

A consagração de Pernambuco no Grammy Latino se estende também aos veteranos, com quatro das cinco indicações para “Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa” vindo do estado, com Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Xangai, ao lado do grupo mineiro Pato Fu.

A expectativa agora se volta para o dia 16 de novembro, em Las Vegas, quando os vencedores serão anunciados, e a torcida é grande para que Pernambuco continue a brilhar intensamente.

CONHEÇA OS “NOVOS PERNAMBUCANOS”


JOYCE ALANE

Cidade natal: Recife / Moreno

Álbum indicado: “Casa Coração”

Categoria: Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa

Aos 26 anos, Joyce Alane celebra sua primeira indicação ao Grammy Latino. Em Casa Coração, ela revisita o forró em seis releituras e apresenta uma faixa inédita e duetos com nomes dos portes de Chico César, Santana, Mariana Aydar, Petrucio Amorim e Zeca Baleiro. A produção, assinada pela própria artista ao lado dos pernambucanos Pedro Montoya e Luccas Maia, evidencia a força de uma nova geração que mantém vivas as tradições nordestinas.


JOÃO GOMES

Cidade natal: Serrita (PE)

Álbum indicado: “Dominguinho” (com Mestrinho e Jota.Pê)

Categoria: Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa

Pela 3ª vez entre os indicados ao Grammy Latino, João Gomes reforça sua ligação com as raízes nordestinas em Dominguinho. Gravado no Sítio Histórico de Olinda, o projeto é marcado por uma sonoridade acústica e intimista: a sanfona de Mestrinho, os violões de aço de Jota.Pê e Vanutti e a percussão inventiva de Giló Amaral compõem um registro que presta homenagem à tradição sem perder o frescor.


NATASCHA FALCÃO

Cidade natal: Recife (PE)

Álbum indicado: “Universo de Paixão”

Categoria: Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa

Natascha Falcão desponta como uma das vozes mais singulares da cena contemporânea. Com Universo de Paixão, a artista investe numa estética afetiva e autoral, que evoca memórias da música popular brasileira ao mesmo tempo em que imprime novas cores e texturas ao gênero. Um trabalho que reafirma o potencial criativo pernambucano no cenário nacional.


FITTI

Cidade natal: Recife (PE)

Álbum indicado: “Transespacial”

Categoria: Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa

Artista transmasculino pernambucano, Fitti chega ao seu primeiro álbum de estúdio já com indicação ao Grammy Latino. Produzido por Zé Nigro, vencedor de dois Grammys, “Transespacial” mistura modernidade e brega, mantendo o pé fincado nas raízes recifenses. A faixa de trabalho “Chamego”, com Amanda Magalhães, sintetiza bem esse encontro entre tradição e inovação que marca a trajetória do cantor.


LÉO FOGUETE

Cidade natal: Petrolina (PE)

Álbum indicado: “Obrigado Deus”

Categoria: Melhor Álbum de Música Sertaneja

Aos 21 anos, Léo Foguete é a novidade pernambucana no Grammy Latino. Apostando no piseiro, mas concorrendo na categoria “Melhor Álbum de Música Sertaneja”, ele estreia com Obrigado Deus, lançado em outubro de 2024. Sucessos como “Última Noite” e “Cópia Proibida” revelam um artista jovem que dialoga com o sertanejo nacional sem abrir mão do sotaque do Sertão nordestino.

Fonte: Brasil de Fato

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