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Reforma trabalhista de Milei
Trabalhadores estão nas ruas em todo o país protestando contra o pacote ultraliberal de Milei. Foto: Eduardo Sarapura/Tiempo Argentino
GEOPOLÍTICA

Caos na Argentina com reforma de Milei e Congresso blindado

Greve geral teve adesão de 95% dos trabalhadores

BUENOS AIRES – A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou a controversa reforma trabalhista do presidente Javier Milei em meio a um cenário de fratura social e política. Enquanto os parlamentares chancelavam o sucateamento de direitos históricos, o país parou. A Confederação Geral do Trabalho (CGT) registrou uma adesão de 95% à greve nacional, paralisando transporte, indústria e comércio. O texto aprovado, por ter sofrido modificações, precisará retornar ao Senado para votação final.

A aprovação no plenário, no entanto, esteve por um fio. A sessão balançou perigosamente devido a uma manobra da bancada de oposição Unión por la Patria (UxP), que se aproveitou da ausência da maioria dos deputados da base governista no recinto. O episódio evidenciou a fragilidade da articulação política da extrema direita em um Congresso que a imprensa local classificou como “enjaulado” e palco de um verdadeiro “leilão de direitos”.

Repressão no “Congresso enjaulado”

Se do lado de dentro a base de Milei demonstrava desorganização, do lado de fora o aparato de segurança estatal agia com força máxima. O entorno do parlamento foi isolado por grades e um forte contingente policial.

Manifestantes que protestavam contra a perda de garantias trabalhistas foram alvo de uma violenta repressão. Relatos apontam para uma verdadeira “caçada” nas ruas adjacentes, marcada pelo uso indiscriminado de caminhões hidrantes (jatos de água) para dispersar as multidões que tentavam se aproximar do edifício.

A força das ruas: “Isso recém começa”

Apesar da repressão e da aprovação na Câmara, o movimento sindical demonstrou força inédita. A CGT comemorou o índice quase total de acatamento à paralisação e enviou um recado direto à Casa Rosada, garantindo que a resistência “recém começa”.

O repúdio ao pacote ultraliberal não se limitou à capital federal. Em Rosário, um dos principais polos econômicos e agroindustriais do país, sindicatos e movimentos sociais uniram forças em uma paralisação massiva. As ruas da cidade foram tomadas por marchas que unificaram diferentes categorias contra a flexibilização das leis trabalhistas.

Agora, a batalha decisiva se transfere novamente para o Senado. O governo Milei precisará confirmar as mudanças em um ambiente de tensão máxima, com os sindicatos prometendo escalar as mobilizações caso o desmonte dos direitos seja definitivamente sancionado.

 

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