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Pedro Sanchez, primeiro ministro socialista da Espanha. Foto: Eugênia Morago
GEOPOLÍTICA

Rússia e Espanha condenam ataque contra o Irã

Ofensiva militar no Oriente Médio gera alerta global.

O ataque militar conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, realizado neste sábado (28), provocou reações imediatas da comunidade internacional. Líderes globais dividiram-se entre duras condenações à escalada de violência no Oriente Médio, apelos pela diplomacia e manifestações pontuais de apoio à ofensiva.

A Rússia adotou um tom irônico para criticar a ação militar. O vice-presidente do Conselho de Segurança russo, Dmitry Medvedev, afirmou que as negociações de paz eram apenas uma fachada e comparou a juventude dos Estados Unidos com a milenar história do Império Persa. Na Europa, o presidente da Espanha, Pedro Sanchez, rechaçou a ação militar unilateral. Ele alertou que o ataque contribui para uma ordem internacional incerta e exigiu o pleno respeito ao direito internacional, embora também tenha criticado as ações do regime iraniano.

A União Europeia expressou grande preocupação com o cenário de guerra. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu a necessidade de salvaguardar a estabilidade regional e prevenir qualquer ação que mine o programa de não proliferação nuclear. Na mesma linha de cautela, o presidente francês, Emmanuel Macron, alertou que o início do conflito traz graves consequências para a paz global e anunciou medidas imediatas para proteger os interesses da França no Oriente Médio.

Japão quer tirar os seus

Outros países focaram na proteção de seus cidadãos e territórios diante do caos iminente. A primeira-ministra do Japão, Takaichi Sanae, determinou que os ministérios intensifiquem a coleta de informações para garantir a segurança e a eventual evacuação dos japoneses que permanecem na região do conflito. No Líbano, o primeiro-ministro Nawaf Salam fez um apelo ao patriotismo local e garantiu que não aceitará que o país seja arrastado para aventuras que ameacem sua unidade e segurança.

Em contraste com as críticas e os alertas, a Austrália defendeu abertamente a ofensiva. O primeiro-ministro Anthony Albanese declarou apoio aos Estados Unidos nas ações para impedir que o Irã obtenha armas nucleares. Ele classificou o regime de Teerã como uma força desestabilizadora global que financia grupos armados e promove atos de violência.

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