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Imagem que circula nas redes sociais mostra o momento em que um ataque de míssil e drone iraniano atinge o quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA, no distrito de Juffair, em Manama (Bahrein).
GEOPOLÍTICA

Irã atinge base dos EUA e dólar dispara no Brasil

Fracasso de Washington cobra a conta no nosso bolso

A escalada da guerra provocada pelos Estados Unidos e por Israel no Oriente Médio começou a cobrar uma fatura pesada da economia brasileira. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (12) com forte alta, vendido a R$ 5,24, enquanto a bolsa de valores interrompeu sua recuperação e despencou 2,55%. A turbulência no mercado financeiro é reflexo direto da demonstração de força do Irã, que lançou um ataque devastador contra a base da 5ª Frota da Marinha dos EUA no Bahrein e reafirmou o bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz.

O pânico dos investidores foi deflagrado pela disparada do petróleo. A cotação do barril do tipo Brent saltou mais de 8%, fechando acima de US$ 101, após as forças iranianas atingirem petroleiros e navios no Golfo Pérsico. O cenário externo caótico somou-se a fatores domésticos, como a inflação oficial de fevereiro acima do previsto (0,7%), que reduz as chances de corte na Taxa Selic pelo Banco Central (BC) e afasta os investimentos do mercado de ações.

O preço do fracasso militar americano

O choque econômico global escancara a vulnerabilidade da estratégia belicista de Washington. Em resposta à agressão ocidental, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) disparou uma onda de mísseis balísticos pesados e drones suicidas contra a sede da 5ª Frota americana em Mina Salman, no Bahrein. A ofensiva destruiu sistemas de defesa, áreas de manutenção e tanques de combustível, humilhando a presença naval dos EUA na região.

A retaliação iraniana, batizada de “Onda 42”, ocorreu logo após o primeiro pronunciamento do novo líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei. Em um recado claro ao eixo formado por EUA e Israel, Khamenei garantiu que o Estreito de Ormuz — por onde escoa 20% da produção mundial de combustível — permanecerá fechado.

Para agravar o desastre militar do Pentágono, mísseis antibunker iranianos também atingiram bases aéreas e o quartel-general da inteligência em Israel, enquanto um incêndio atingiu o porta-aviões americano USS Gerald R. Ford no Mar Vermelho. A sucessão de derrotas mostra que a tentativa de subjugar Teerã fracassou, e agora o mundo inteiro, incluindo o Brasil, paga o preço pela irresponsabilidade imperialista.

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