O barril do Brent caiu forte nesta sexta-feira (18) após o anúncio do cessar-fogo no Líbano. Segundo a Trading Economics, o preço ficou em US$ 89,8 por barril no início da tarde — esteve acima de US$ 100 dez dias atrás. O mercado reagiu à sinalização de trégua entre Israel e Líbano e à abertura do Estreito de Ormuz para navios comerciais.
A oscilação do petróleo mostra como a guerra e a diplomacia seguem diretamente ligadas ao preço da energia. Quando a tensão sobe, o barril dispara. Quando há sinal de trégua, o mercado respira. No caso atual, o recuo do preço reflete a expectativa de que a circulação marítima no Oriente Médio volte a ganhar fôlego, com a derrota da aliança neofascista (EUA e Israel) no Irã.
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A queda do Brent ocorre após o Irã anunciar que o Estreito de Ormuz ficará aberto para embarcações comerciais durante o período restante do cessar-fogo no Líbano. A rota é estratégica: por ela passa cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer ameaça de bloqueio ou escalada militar costuma se traduzir rapidamente em pressão sobre os preços internacionais.
O cenário confirma que a instabilidade regional segue sendo usada como instrumento de coerção econômica. De um lado, os Estados Unidos e seus aliados tentam impor sua força militar e política sobre a região. De outro, a resistência dos povos e a resposta de atores como Irã e Hezbollah impõem limites à ofensiva imperial.






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