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Renan Santos
Candidato à Presidência pelo partido do MBL, Renan Santos admite uso de cogumelos e defende legalização da droga. Foto: Reprodução Redes Sociais
BRASIL

Presidenciável do MBL usa droga alucinógena

Renan Santos admite tomar chá de cogumelo e quer legalização

O pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, que é o braço político do MBL e espécie de linha auxiliar de conveniência do bolsonarismo, Renan Santos, afirmou que o uso de cogumelos com compostos alucinógenos não prejudica sua campanha nem interfere nas propostas relacionadas ao combate ao tráfico de drogas. Informações de Paulo Cappelli, do Metrópoles.

Renan Santos também abordou a política de enfrentamento ao crime organizado, afirmando que o combate ao tráfico deve alcançar diferentes setores utilizados para lavagem de dinheiro. O dirigente do Movimento Brasil Livre (MBL) declarou apoio ao uso medicinal da cannabis e da psilocibina.

Ao comentar a experiência, afirmou:

“Na verdade, eu já fiz uso do cogumelo, da substância do cogumelo, na prática, que é a psilocibina, que um amigo meu tinha dado, para trabalhar mais, para ficar mais produtivo. Tem muita gente no mercado financeiro que usa. Isso é recomendado. Tem estudos nos Estados Unidos, assim como o cannabidiol. E eu sou favorável à legalização tanto do uso terapêutico da psilocibina quanto do cannabidiol para tratamento de doenças das mais diversas”.

Em outro trecho, disse:

“Mesmo se eu estivesse fazendo o uso recreativo, não seria problemático. E o tráfico também não é constituído através da venda de uma substância que dá em qualquer sítio, com o perdão da palavra, no cocô de vaca. O combate ao tráfico não tem a ver com isso. A gente sabe que as drogas são utilizadas como uma substância, hoje, para venda e para rechear os cofres das facções criminosas. E hoje, inclusive por conta do PCC, a principal fonte é a exportação dessas drogas. Mas existe toda uma miríade de outros negócios que envolvem, desde ocupação territorial, combustíveis, venda de gás, energia elétrica e serviços”.

Renan Santos declarou que não acredita que o uso da substância traga prejuízos à sua candidatura ou ao projeto de segurança pública que pretende apresentar. Segundo ele, a política de combate ao crime organizado envolve diferentes frentes além do enfrentamento direto ao tráfico.


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