Embora não seja formalmente o lançamento da campanha, o Congresso do Partido dos Trabalhadores (PT) transformou-se, neste fim de semana, na afirmação pública de que Luiz Inácio Lula da Silva será o candidato do partido nas eleições deste ano. Em vídeo exibido na abertura do encontro, realizado em Brasília, Lula foi direto: “Preparem-se, pois serei presidente outra vez porque o Brasil precisa de alguém democrático, que saiba ouvir e conversar com o coração das pessoas.”
Lula assume reeleição e convoca militância
Impedido de comparecer presencialmente por questões médicas, Lula usou o pronunciamento para reafirmar realizações de seu mandato e cobrar engajamento de base. Em discurso dirigido à militância, reforçou que política não se resolve apenas com redes sociais: “Nada, nada, nada supera a gente ter coragem de pegar um panfleto, andar na rua, bater com a palma no portão das pessoas e olhar no olho das pessoas. É assim que a gente faz política.”
O presidente também apresentou eixos programáticos que devem orientar o próximo ciclo: transformação energética, exploração soberana de minerais críticos, reconstrução da indústria nacional e uma “revolução” educacional baseada em escolas de tempo integral e fortalecimento dos institutos federais.
Manifesto define reformas e mira outubro
O Congresso aprovou o novo manifesto partidário, estruturado em três eixos — reconstrução do Estado, crescimento com distribuição de renda e transição produtiva — e sete reformas consideradas estratégicas: política, tributária, tecnológica, do Judiciário, administrativa, agrária e da comunicação. O documento incorpora a defesa do fim da escala 6×1 e afirma que não há democracia sem “redistribuição real de renda, de poder e de oportunidades”.
O texto lista conquistas do atual governo: crescimento médio de 2,8% ao ano, mínima histórica de desigualdade, saída do Mapa da Fome, salário mínimo com alta real de 12%, avanço da alfabetização e expansão da escola em tempo integral.
Rumo à batalha central de 2026
Edinho Silva, presidente nacional do PT, avaliou que o momento exige humildade para ouvir a sociedade e firmeza para enfrentar a extrema-direita. No encerramento, Lula reafirmou o diagnóstico:
“A extrema-direita grita, mente e ataca. Não podemos ter medo de falar mais alto e com muita responsabilidade.”
O manifesto conclui que a reeleição de Lula é “decisiva para o futuro do Brasil e para o campo democrático internacional”.




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