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nova cirurgia de Bolsonaro
Jair Bolsonaro fará nova cirurgia, desta vez no ombro. Foto: Reprodução Instagram
BRASIL

Presidiário Bolsonaro opera ombro em hospital

Defesa cita caráter humanitário para operar condenado

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente ostenta o título de presidiário domiciliar, foi internado nesta sexta-feira (1º) no Hospital DF Star, em Brasília. O motivo da vez é uma cirurgia no ombro direito, devidamente autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a defesa do golpista, o procedimento é urgente devido a lesões graves no tendão, supostamente causadas por uma queda enquanto o condenado cumpria sua rotina de isolamento forçado em casa.

A equipe médica diagnosticou lesões no tendão do supraespinhal e subescapular, além de uma subluxação do bíceps. É curioso notar como a saúde do líder da extrema-direita parece ser feita de cristal desde que o cerco jurídico se fechou.

Em março, ele já havia passado duas semanas no mesmo hospital de luxo para tratar uma broncopneumonia.

Agora, os advogados apelam para o “caráter humanitário” da intervenção, alegando que o condenado sofre com dores persistentes e precisa preservar sua “dignidade”. Dignidade esta que, aparentemente, depende de cirurgias frequentes em hospitais de elite pagos com sabe-se lá qual recurso.

A queda do “atleta” e o drama familiar

A queda que resultou na lesão teria ocorrido durante o cumprimento da prisão domiciliar, regime em que Bolsonaro se encontra desde março. O ex-presidente, que outrora se gabava de seu “histórico de atleta”, agora faz uso diário de analgésicos para conseguir movimentar o braço.

A cirurgia, com duração prevista de uma hora, deve dar alta ao paciente já no sábado, caso seu organismo não resolva inventar uma nova intercorrência para prolongar a estadia no conforto do DF Star.

Acompanhando o drama, Michelle Bolsonaro marcou presença no hospital. Nos bastidores, a internação serve como pano de fundo para as já conhecidas tensões familiares entre a ex-primeira-dama e os filhos do “capitão”.

Enquanto a família se atraca, Bolsonaro segue sob vigilância médica e judicial, transformando cada boletim hospitalar em um palanque político de vitimização. Para quem prometeu “morrer pela pátria”, Jair tem demonstrado uma disposição incrível para sobreviver entre lençóis de fios egípcios e autorizações do seu maior desafeto no STF.

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