Dólar
R$ 5.05 Desceu
Euro
5.861 Desceu
Brasília
26°C 26°C 17°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

encontro Lula Trump
O encontro Lula-Trump vai acontecer em Washington (EUA) ainda neste mês. Reunião busca conter tensões globais e encontrar saída para guerra no Irã. Foto: Casa Branca
GEOPOLÍTICA

Trump estica crise e chama Lula para negociar saída

Brasil pode ter papel central para fim da guerra

Lula e Donald Trump marcaram um encontro que deve ocorrer ainda este mês, em meio à escalada das tensões globais e às pressões internacionais por uma saída negociada para o conflito no Oriente Médio. A reunião surge como tentativa de reaproximação diplomática, mas também como teste para o papel do Brasil num mundo marcado pela disputa de poder entre potências.

Segundo o governo brasileiro, o diálogo será focado na situação no Oriente Médio, especialmente no impacto humanitário da ofensiva israelense e na instabilidade causada pelo prolongamento do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Trump, que vinha adotando um tom agressivo, recuou nos últimos dias e prorrogou indefinidamente o cessar-fogo, mas mantém o bloqueio naval no estreito de Ormuz, que paralisa o fluxo internacional de petróleo e pressiona a economia mundial.

Brasil tenta consolidar posição de mediador

Lula tem buscado articular um bloco diplomático com países da América Latina, África e Ásia para conter a escalada bélica. A avaliação em Brasília é que, embora os Estados Unidos resistam a qualquer crítica pública, a pressão internacional sobre Trump aumentou após a deterioração das condições humanitárias e a reação negativa de aliados europeus.

Tanto o Planalto quanto o Itamaraty afirmam que o Brasil levará a Trump propostas concretas para viabilizar corredores humanitários, destravar a ajuda às populações sitiadas e reduzir o risco de um choque global de preços. A diplomacia brasileira defende que a reconstrução do diálogo com Washington é essencial para qualquer possibilidade de acordo.

Encontro ocorre em clima de desconfiança

Apesar do tom oficial, auxiliares de Lula admitem que o encontro ocorrerá sob forte desconfiança. Trump tem usado a guerra como palco político doméstico e mantém discursos incendiários em suas bases eleitorais. Essa postura, aliada às medidas unilaterais adotadas nas últimas semanas, gerou desconforto no governo brasileiro e ampliou o desgaste internacional dos Estados Unidos.

Ainda assim, a reunião é vista como necessária: uma janela estreita para evitar que a crise energética e a instabilidade militar avancem rumo a um cenário incontrolável.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57