O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta segunda-feira (6/5) que Teerã continuará privilegiando a diplomacia e “não busca guerra com nenhum país do mundo”. A declaração ocorreu em conversa telefônica com o presidente da França, Emmanuel Macron, num momento em que os Estados Unidos mantêm ataques e operações militares que ampliam o risco de uma escalada regional no Oriente Médio.
Segundo o governo iraniano, Pezeshkian responsabilizou Washington por criar um ambiente de instabilidade e cobrou dos europeus posições mais firmes diante das “ações provocativas” norte-americanas. O presidente francês, por sua vez, pediu “desescalada” e afirmou que a continuidade do conflito ameaça não apenas a segurança regional, mas a economia global.
Teerã acusa Washington de violar soberania
Ao comentar os ataques recentes dos Estados Unidos, Pezeshkian disse que o Irã “não iniciará hostilidades”, mas responderá a qualquer agressão. Ele reforçou que a política externa iraniana permanece centrada em “diálogo, cooperação e respeito às normas internacionais”, ao mesmo tempo em que alertou que pressões unilaterais do Ocidente impedem qualquer avanço real.
O comunicado iraniano afirma que Macron reconheceu a necessidade de restaurar canais de negociação e evitar movimentos que alimentem a espiral do conflito. No entanto, o governo de Teerã lembrou que a França integra o eixo europeu que mantém sanções e pressões políticas sobre o Irã, enquanto poupa Israel de responsabilização internacional.
França tenta equilibrar interesses ocidentais e estabilidade regional
Macron teria pedido que o Irã exerça “moderação”, repetindo o discurso europeu de equilíbrio entre pressões diplomáticas e tentativas de evitar uma guerra aberta. Teerã, porém, destacou que a moderação deve ser exigida de quem inicia os ataques, não de quem se defende. O governo iraniano também reiterou que a presença militar dos EUA na região segue sendo o principal fator de instabilidade.




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