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Lula justiça social
Em homenagem ao Dia das Mães, Lula faz discurso sobre justiça social e relembra ensinamentos da mãe e debate pobreza no Brasil. Foto: Ricardo Stuckert/PR
BRASIL

Direita surtou: Lula fala da mãe e eles chamam de “doutrinação”

Origem humilde conectada a projeto de país inclusivo

Em homenagem ao Dia das Mães, o presidente Lula recuperou neste domingo (10) um dos relatos mais marcantes da própria infância para explicar por que ainda acredita em um Brasil justo. Nas redes sociais, afirmou:

“Se hoje eu acredito em um Brasil mais justo, é porque um dia uma mãe me ensinou que ninguém solta a mão de ninguém. Minha mãe dizia: ‘filho, ninguém é melhor do que ninguém e ninguém merece viver humilhado’.

O presidente usou a lembrança para conectar biografia e projeto de país em uma cerimônia oficial em Brasília.

A fala importa porque rompe com a narrativa tecnocrática que parte da elite tenta impor ao debate público. Ao lembrar que viu a própria mãe dividir um prato entre oito pessoas, Lula reforçou:

“Eu sei o que é sofrer. Sei o que é passar fome. E é por isso que eu sempre disse que o pobre tem que estar no orçamento. Quem tem fome não pode esperar. Em outras palavras: políticas sociais não são favores, são a base de um país minimamente civilizado.

O contexto político amplia o peso do discurso. Enquanto a extrema direita tenta desumanizar a pobreza e tratar programas sociais como “gasto”, Lula devolve humanidade ao centro da disputa. Não é storytelling vazio. É disputa material. É enquadramento.

“Não é história bonita pra emocionar. É vida real. E é por isso que este país não pode voltar a ser governado por gente que nunca viu a pobreza de perto.”

Ao afirmar isso, o presidente provoca diretamente setores que naturalizam a desigualdade.

O resultado é uma síntese poderosa: Lula não usa a própria origem como enfeite, mas como arma política. Ao colocar a mãe no centro do discurso, ele reconecta a luta social à vida concreta das pessoas — e expõe o abismo entre quem governa conhecendo a fome e quem governa sem jamais tê‑la presenciado.

O que está em jogo

A fala desmonta a narrativa elitista que tenta minimizar a pobreza e pressiona o debate público a reconhecer a desigualdade como problema estrutural e político — não moral.

Leia também

  1. A extrema direita tenta desumanizar a pobreza — e por quê
  2. Como a trajetória de Lula segue moldando a disputa política
  3. O que significa colocar o pobre no orçamento do país

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