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Flávio Bolsonaro Comando Vermelho
Flávio Bolsonaro com o então deputado estadual TH Joias, pego pela Polícia Civil do Rio negociando armas para o Comando Vermelho.
BRASIL

O detalhe sobre o Comando Vermelho que Flávio tentou esconder

Discurso esbarra nas alianças políticas dos Bolsonaros no RJ

Na tentativa de agradar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em busca de apoio direto ou indireto a sua campanha eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, fez vários apelos para que o governo estadunidense passasse a considerar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas. A medida foi finalmente anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA nesta quinta-feira (28).

Curiosamente, Flávio Bolsonaro tem entre seus aliados o ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, preso pela Polícia Federal por colaborar com o Comando Vermelho.

Flávio Bolsonaro e TH Joias têm proximidade política e participaram juntos de agendas públicas e governamentais, até à prisão do parlamentar.

No dia 3 de setembro do ano passado, TH Joias e outras 14 pessoas foram presas durante a Operação Zargun, realizada pela Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). O ex-deputado estadual parlamentar foi preso num condomínio de luxo, na Barra da Tijuca, zona sudoeste da cidade.

De pé: TH Joias, Gutenberg Fonseca e Rodrigo Bacellar. Agachado: Flávio Bolsonaro.

No mesmo dia, o parlamentar foi destituído do cargo na Alerj. Ele foi indiciado pelos crimes de organização criminosa, tráfico interestadual de armas e drogas, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, contrabando, exploração clandestina de telecomunicações, evasão de divisas, violação de sigilo profissional e embaraço à investigação de organização criminosa.

Além disso, Flávio também é aliado de Gutemberg Fonseca, a quem indicou para a secretaria de Defesa do Consumidor no governo de Cláudio Castro. Fonseca foi citado em áudio descoberto pela Polícia Federal em que um dos chefes do Comando Vermelho, o traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio do Lixão”, teria conseguido uma reunião com ele. A informação foi publicada pelo site Metrópoles.

As trocas de mensagens indicam que o traficante conversava frequentemente com um dos assessores do ex-deputado TH Joias, que faria a intermediação com Gutemberg. Em maio de 2025, um dos criminosos relatou, em outra mensagem, que o ex-secretário estadual esteve em uma reunião de criminosos do CV.

O secretário de Cláudio Castro, ligado a Flávio Bolsonaro, já fez dobradinha política e dividiu material de campanha (santinhos) com TH Joias.


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