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Flávio Bolsonaro pesquisa Pix
Flávio Bolsonaro na pesquisa AtlasIntel sobre ameaça ao Pix: senador é apontado por 80% como culpado por tarifaço de Trump. Foto: RS/Fotos Públicas
BRASIL

Povo culpa Flávio por tarifaço e ameaça ao PIX

Rejeição do Bolsonaro filho dispara após caso Master

O pré-candidato neofascista à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que até ontem posava de herdeiro natural do trono bolsonarista, acaba de receber um choque de realidade vindo diretamente da opinião nacional. Segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (4), o “Zero Um” conseguiu a proeza de ser visto por 80% dos brasileiros como uma ameaça direta à continuidade do Pix e o principal culpado pelo “tarifaço” anunciado por Donald Trump contra produtos brasileiros. O patriotismo de fachada, pelo visto, não resistiu.

A desidratação de Flávio às vistas dos brasileiros é um subproduto direto da sua simbiose com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O eleitorado, que já não andava muito satisfeito com as explicações sobre as “rachadinhas” e as medalhas para milicianos, agora associa o senador ao ralo financeiro que agride a economia popular. Para 75% dos entrevistados, a relação de “irmandade” entre o senador e o banqueiro investigado é o que realmente move a agenda internacional do clã, e não o interesse nacional.

O tarifaço de Trump e a conta que chegou

A tentativa de Flávio de capitalizar politicamente o encontro relâmpago com Trump na Casa Branca saiu pela culatra de forma espetacular. Em vez de ser visto como um diplomata das sombras, o senador foi carimbado como o “garoto de recados” que não conseguiu — ou não quis — evitar as taxas de importação que punem o agronegócio e a indústria brasileira. A pesquisa indica que a população percebeu o óbvio: enquanto Flávio pedia “uma luz” financeira para o seu filme Dark Horse, o Brasil levava um apagão comercial dos republicanos.

O impacto no Pix é o ponto de maior sensibilidade. A percepção de que a desestabilização das instituições financeiras promovida pelos esquemas do Banco Master pode comprometer o sistema de pagamentos instantâneos gerou um pânico eleitoral. Flávio, que sempre tentou se vender como o defensor da liberdade econômica, agora é visto como o agente do caos que coloca em risco a única ferramenta tecnológica que realmente facilitou a vida do trabalhador nos últimos anos.

O deserto político do herdeiro

O isolamento de Flávio Bolsonaro não se restringe aos números da AtlasIntel. Nos bastidores do Congresso, o apelido de “BolsoMaster” já corre solto, e até aliados históricos como Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado começam a praticar o distanciamento social político. O senador, que sonhava com a Presidência em 2026, agora luta para não se tornar um pária dentro do próprio partido, enquanto assiste à sua rejeição atingir níveis que nem o gabinete do ódio consegue camuflar com robôs.

A pesquisa é o atestado de óbito de uma estratégia que subestimou a inteligência do povo. Tentar vender um filme de herói financiado por banqueiro sob suspeita, enquanto o país paga a conta da submissão aos interesses de Washington, foi o erro fatal. Flávio Bolsonaro descobriu, da pior maneira possível, que o povo brasileiro pode até perdoar muita coisa, mas mexer no Pix e no preço da comida é um pecado que nem a Marcha para Jesus consegue absolver.

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