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Candidato apoiado pelo governo progressista de Gustavo Petro, Ivan Cepeda anuncia investigação sobre compra de votos na Colômbia. Foto: Estamos Con Ivan/X
GEOPOLÍTICA

Direita quer roubar a eleição na Colômbia

Netanyahu estaria por trás da fraude

O candidato do Pacto Histórico à Presidência da Colômbia, Iván Cepeda, anunciou neste sábado (06/06) a abertura de uma investigação sobre supostas transações financeiras ilícitas e compra de votos pela campanha de Abelardo de la Espriella, seu rival no segundo turno.

Durante um comício em Cali, no Vale do Cauca, o senador do partido governista afirmou que sua campanha, “por meio de múltiplos canais, está recebendo informações que iremos documentar a respeito de possíveis transações financeiras irregulares e ilícitas da campanha do senhor De la Espriella“.

Segundo Cepeda, sua equipe também obteve informações sobre “suposta compra de votos ou movimentação de grandes quantias de dinheiro para esse fim em diferentes partes do país”.

Ele acusou, ainda, o candidato da extrema-direita de promover uma “campanha suja” por meio da manipulação de inteligência artificial em campanhas nas redes sociais, influenciando votos “não por meio de argumentos”. Em um desses materiais de desinformação que circulam nas redes, o senador aparece fazendo declarações ofensivas contra a população de Santander.

Cepeda afirmou que sua campanha tomará medidas para garantir tornar essas ações “devidamente conhecidas do público, documentadas e, se necessário, sujeitas a processo criminal, como merecem aqueles que infringem a lei”.

Posteriormente, em comunicado, Cepeda afirmou ter designado o advogado e defensor de Direitos Humanos, Miguel Ángel del Río, para conduzir uma apuração independente e encaminhar as denúncias às autoridades competentes. “Temos elementos suficientes para prosseguir com uma investigação rigorosa que culminará em uma ação de caráter criminal”, afirmou.

Debate

Cepeda desafiou o rival da extrema direita a participar de um debate televisivo antes do segundo turno, marcado para 21 de junho.. Em comunicado, ele convocou De La Espriella a parar de adiar o encontro e designar representantes para negociar as regras do debate.

“Pedimos à Caracol, à RCN e à RTVC que nos permitam chegar a essa etapa o mais breve possível, mas para isso, o primeiro passo é concordar com algumas regras básicas com a outra parte, portanto, esperamos que o Sr. De la Espriella nomeie seus representantes nas próximas horas”, declarou.

Ingerência estrangeira

Em publicação nas redes sociais, o presidente colombiano Gustavo Petro disse que recursos provenientes de Israel estariam sendo utilizados para influenciar o processo eleitoral colombiano em favor de De la Espriella.

“Está comprovado por gravações verificadas por informática forense: o dinheiro de Netanyahu, o genocida de bebês de Gaza, com a ajuda de autoridades dos Estados Unidos, seus aliados, e de narcotraficantes, flui agora para a Colômbia para comprar votos que escolham na Colômbia um defensor dos genocidas”, escreveu na plataforma X.

Dias antes, o mandatário colombiano havia afirmado que existe “indubitavelmente” interferência dos Estados Unidos na disputa eleitoral colombiana, após o presidente norte-americano, Donald Trump, declarar apoio à candidatura de De la Espriella.

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