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Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais: "Estamos de olho no cumprimento dos nossos termos pelos EUA". Foto: PressTV
GEOPOLÍTICA

Trump cede à pressão e aceita acordo de paz com Irã

Bloqueio naval chega ao fim após resistência de Teerã

A resistência anti-imperialista impôs uma derrota à máquina de guerra de Washington. Mediadores paquistaneses anunciaram neste domingo que o Irã e os Estados Unidos chegaram a um acordo de paz, forçando Donald Trump a recuar de uma ofensiva injustificada. O pacto, que será assinado na sexta-feira em Genebra, na Suíça, decreta o fim imediato do bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos e garante a reabertura do Estreito de Ormuz.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais anunciou que o memorando de entendimento (MoU) entre o Irã e os Estados Unidos se baseia em uma “desconfiança ativa” em relação ao inimigo.

“Incorporamos todas as nossas posições importantes na minuta do MoU”, disse Kazem Gharibabadi no hoje (14). “Este memorando não significa confiar no inimigo; ele foi redigido com desconfiança ativa. Monitoraremos o cumprimento dos compromissos dos EUA.”

A guerra, iniciada em 28 de fevereiro sem justificativa real da Casa Branca, revelou-se um desastre político para Trump. Com as eleições legislativas batendo à porta e sua popularidade em queda, o presidente neofascista foi obrigado a ceder. A mídia estatal iraniana foi categórica ao afirmar que Teerã “forçou” os Estados Unidos a aceitarem os termos. O tráfego marítimo pelo Golfo Pérsico passará a ser regulamentado pelo próprio Irã, em coordenação com Omã.

O desespero sionista e a vitória da soberania

O acordo quase foi sabotado pelo desespero de Israel. Na manhã de domingo, o governo de Benjamin Netanyahu voltou a bombardear o Líbano para tentar descarrilar a paz. A manobra terrorista falhou, rendendo críticas até de Trump e da Organização das Nações Unidas. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou que o pacto exige o “cessar imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano”.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reafirmou a postura inabalável do país.

“Não nos curvaremos a nenhum poder, mas nos consideramos responsáveis ​​e devemos prestar contas ao povo iraniano e às suas demandas legítimas”, declarou o líder.

A confissão de Trump e os próximos passos

A rendição norte-americana ficou evidente na manifestação de Trump. Preocupado apenas com a circulação do capital, o presidente escreveu: “O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. Parabéns a todos! Autorizo ​​integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo ​​a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir! Presidente DONALD J. TRUMP”.

Apesar da vitória tática do Irã, o futuro do programa nuclear do país será negociado nos próximos dois meses. O recuo dos Estados Unidos demonstra que a força do imperialismo encontra limites quando esbarra na organização dos povos.

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