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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, exibe o memorando de entendimento de Islamabad após assiná-lo. Foto: PressTV
GEOPOLÍTICA

Acordo abre Ormuz e derruba preço do petróleo

Resistência força fim de sanções e fundo de US$ 300 bilhões

O império estadunidense piscou. Pressionado pela necessidade de estabilizar os mercados capitalistas, o presidente Donald Trump assinou o acordo de paz com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, forçando a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio naval aos portos iranianos. Poucas horas depois, nesta quinta-feira (18), três petroleiros sauditas transportando 6 milhões de barris cruzaram a rota. O impacto foi imediato: o petróleo Brent caiu para menos de US$ 78, o menor nível desde o início da agressão imperialista em fevereiro.

O memorando de 14 pontos representa uma derrota histórica para Washington. Além de suspender o cerco, o texto exige que os Estados Unidos e seus parceiros estruturem um plano de US$ 300 bilhões para financiar a recuperação do Irã. É o preço cobrado pela arrogância ocidental. Para a burguesia financeira, o sangue derramado importa menos que a mercadoria. “A onda de vendas se prolongou à medida que os mercados de energia continuaram a precificar agressivamente um retorno mais rápido do que o esperado dos barris iranianos”, comemorou o analista Tony Sycamore, da corretora IG. O banco Goldman Sachs já projeta a normalização das exportações até julho.

O terrorismo sionista e a fratura no eixo

Enquanto Washington tenta salvar sua economia destravando o fluxo de petróleo, seu principal enclave no Oriente Médio age como um Estado pária. Excluído das negociações, Israel intensifica o massacre no Líbano. Embora o acordo exija explicitamente o “fim definitivo” da guerra em território libanês e a garantia de sua soberania, as forças de Benjamin Netanyahu lançaram novos bombardeios aéreos, matando civis no sul do país.

A fratura na aliança é evidente. Trump agora critica abertamente a destruição de prédios inteiros por Israel, enquanto autoridades sionistas pressionam para manter tropas de ocupação no Líbano. Para os mais de 1 milhão de libaneses deslocados, a assinatura do acordo ainda não parou as bombas. “Eles deveriam nos dar uma resposta definitiva: a guerra acabou de vez ou vamos voltar a ela novamente?”, questionou Mohammed Doghman, um refugiado em Beirute.

A resistência do Sul Global forçou os Estados Unidos a recuar e abrir as válvulas de petróleo, mas a máquina de guerra sionista continua operando, evidenciando que o imperialismo perdeu o controle sobre sua própria criatura.

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