O memorando de entendimento negociado entre o Irã e os Estados Unidos, divulgado nesta quinta-feira (18), consagra uma derrota histórica para o eixo neofascista formado por Washington e Tel Aviv. O documento, intermediado pelo Paquistão, não apenas encerra o bloqueio naval contra o país persa, mas entrega a gestão do estratégico Estreito de Ormuz para o Irã, Omã e demais países do Golfo Pérsico, expulsando a interferência estadunidense da rota por onde escoa um quinto do petróleo mundial.
O primeiro ponto do acordo é um golpe direto no projeto genocida de Israel. O texto exige o fim imediato e permanente das agressões militares sionistas na Faixa de Gaza e no Líbano.
“Os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã e seus aliados na atual guerra, ao assinarem este Memorando de Entendimento, declaram o término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano”, crava o documento.
A soberania e a integridade territorial libanesa passam a ser garantidas formalmente.
US President Donald Trump criticizes Israeli PM Benjamin Netanyahu after his regime continues attacks on Lebanon in violation of the recent MoU between Iran and the United States.
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— Highlights (@highlightsnews1) June 16, 2026
A capitulação do império e o preço da paz
A rendição dos Estados Unidos vai além do recuo militar. O acordo estabelece o levantamento de todas as sanções aplicadas contra o Irã, a liberação imediata de fundos bloqueados e a criação de um plano de 300 bilhões de dólares para a reconstrução do país. Em troca, Teerã reafirma o compromisso de não desenvolver armas nucleares, sob supervisão da Organização das Nações Unidas (ONU).
O texto detalha a humilhação de Washington, que se compromete a retirar suas forças das proximidades do Irã em até 30 dias após a assinatura do acordo final, previsto para ocorrer em 60 dias.
“A República Islâmica do Irã dialogará com o Sultanato de Omã para definir a futura administração e os serviços marítimos no Estreito de Ormuz, em conjunto com outros Estados litorâneos do Golfo Pérsico”, determina o memorando.
A vitória diplomática de Teerã prova que a resistência impõe limites ao capital financeiro e à máquina de guerra do Ocidente. O eixo EUA e Israel tentou asfixiar o Irã, mas acabou forçado a aceitar os termos de uma nação soberana. O Sul Global assiste à demonstração prática de que o imperialismo, quando confrontado com firmeza, é obrigado a recuar.





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