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Pessoas caminham na Praça Enqelab, em Teerã, onde a bandeira nacional iraniana está hasteada em um prédio, em 14 de junho de 2026. Foto: PressTV
GEOPOLÍTICA

Irã humilha EUA e dita regras no Estreito de Ormuz

Fim das sanções e fundo bilionário marcam vitória de Teerã

O memorando de entendimento negociado entre o Irã e os Estados Unidos, divulgado nesta quinta-feira (18), consagra uma derrota histórica para o eixo neofascista formado por Washington e Tel Aviv. O documento, intermediado pelo Paquistão, não apenas encerra o bloqueio naval contra o país persa, mas entrega a gestão do estratégico Estreito de Ormuz para o Irã, Omã e demais países do Golfo Pérsico, expulsando a interferência estadunidense da rota por onde escoa um quinto do petróleo mundial.

O primeiro ponto do acordo é um golpe direto no projeto genocida de Israel. O texto exige o fim imediato e permanente das agressões militares sionistas na Faixa de Gaza e no Líbano.

“Os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã e seus aliados na atual guerra, ao assinarem este Memorando de Entendimento, declaram o término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano”, crava o documento.

A soberania e a integridade territorial libanesa passam a ser garantidas formalmente.

A capitulação do império e o preço da paz

A rendição dos Estados Unidos vai além do recuo militar. O acordo estabelece o levantamento de todas as sanções aplicadas contra o Irã, a liberação imediata de fundos bloqueados e a criação de um plano de 300 bilhões de dólares para a reconstrução do país. Em troca, Teerã reafirma o compromisso de não desenvolver armas nucleares, sob supervisão da Organização das Nações Unidas (ONU).

O texto detalha a humilhação de Washington, que se compromete a retirar suas forças das proximidades do Irã em até 30 dias após a assinatura do acordo final, previsto para ocorrer em 60 dias.

“A República Islâmica do Irã dialogará com o Sultanato de Omã para definir a futura administração e os serviços marítimos no Estreito de Ormuz, em conjunto com outros Estados litorâneos do Golfo Pérsico”, determina o memorando.

A vitória diplomática de Teerã prova que a resistência impõe limites ao capital financeiro e à máquina de guerra do Ocidente. O eixo EUA e Israel tentou asfixiar o Irã, mas acabou forçado a aceitar os termos de uma nação soberana. O Sul Global assiste à demonstração prática de que o imperialismo, quando confrontado com firmeza, é obrigado a recuar.

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