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Presidente Lula no telefonema com Donald Trump, o presidente neofascista dos EUA, que reabriu negociações sobre as tarifas impostas às exportações brasileiras. Foto: Ricardo Stuckert
BRASIL

Lula salta a frente e direita se desmancha no Brasil

Datafolha mostra presidente 6 pontos a frente de Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre seis pontos de vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno da corrida presidencial, segundo o primeiro Datafolha divulgado após o início oficial da campanha. A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-04496/2026, ouviu 2.058 eleitores em 127 cidades entre 18 e 20 de agosto, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Lula marca 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro tem 33%. A diferença é superior à margem de erro e cresceu em relação ao levantamento anterior. No segundo turno, o petista lidera por 47% a 43%. Em simulações com outros adversários de direita, Lula bate Caiado por 47% a 40% e Zema por 48% a 38%. A direita não tem candidato que vença.

A direita rachada

A pesquisa confirma o que o primeiro dia de campanha já havia mostrado. A direita está fragmentada em pelo menos quatro candidaturas orgânicas — Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) — e nenhuma consegue se consolidar como alternativa. Na pesquisa espontânea, em que o eleitor não recebe lista de nomes, Lula é o mais lembrado, com 32%. Flávio aparece com 19%. Jair Bolsonaro, inelegível e preso, foi citado por 3%. É o fantasma assombrando uma candidatura sem perna.

A rejeição é praticamente igual: 46% dizem que não votam em Flávio de jeito nenhum. 45% dizem o mesmo sobre Lula. A diferença é que Lula tem voto. Flávio tem saudade do pai.

O Senado que escapa da direita

Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, a corrida pelo Senado mostra Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) na frente. Na rodada anterior, Marina aparecia com 18% e Tebet com 16%. Ricardo Salles (PL), candidato da extrema direita, tinha 13%. André do Prado (PL) aparecia com 11% e Derrite (PL) com 10%. O Datafolha adverte que os levantamentos não podem ser comparados diretamente porque a relação de candidatos foi alterada, mas o padrão é claro: a esquerda e o centro lideram a disputa pelo Senado paulista enquanto o bolsonarismo racha em três candidaturas.

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O palanque de Tarcísio

No governo de São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com 45%, contra 27% do ex-ministro Fernando Haddad (PT). No segundo turno, Tarcísio aparece com 54% contra 35%. É o único palanque forte da direita no maior estado do país. Tarcísio apoia Flávio Bolsonaro, mas seu partido, o Republicanos, declarou neutralidade na disputa nacional. É o centrão envergonhado: apoia na rua, nega no partido.

Haddad entrou na disputa com a missão de construir palanque para Lula em São Paulo. A distância é grande. Mas a campanha começou há uma semana. E Lula, no primeiro turno, cresce. Flávio, não.

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