Flávio, o “inimigo do crime”, é amigo da milícia

The Guardian expõe laços do candidato com as milícias do Rio

Por Frente Livre
Flávio Bolsonaro milícias
Jornal inglês noticia aliança de Flávio Bolsonaro, o filho do "desonrado ex-presidente", com as milícias do Rio. Foto: Reprodução WEB

Ao noticiar o resultado do 1º turno nas eleições brasileiras, o jornal britânico The Guardian expôs as ligações viscerais do senador Flávio Bolsonaro (PL) com as milícias do Rio de Janeiro, a que chamou de “máfias paramilitares”. Na reportagem sobre o primeiro turno, o jornal abre com a declaração do candidato: “Estou mais do que pronto para liderar este país e dar às famílias brasileiras o direito de sonhar novamente”. E a contrapõe à promessa de repressão dura ao crime.

Flávio terminou a apuração com 56.104.049 votos, 47,03% dos válidos, contra 45,16% de Lula, e enfrentará o presidente no segundo turno de 25 de outubro. O jornal avalia que a vitória beneficiaria o pai, Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos por planejar tentativa de golpe, e que o candidato espera “libertar seu pai”.

A reportagem do jornal inglês descreve dessa forma o que aconteceu no Brasil. “Com 99,9% dos votos apurados, o filho de 45 anos do desonrado ex-presidente Jair Bolsonaro havia conquistado 47%, o que significa que ele agora enfrentará, em 25 de outubro, uma disputa decisiva com seu rival de 80 anos. Lula recebeu 45,1%. Bolsonaro recebeu 56,1 milhões de votos contra 53,8 milhões de Lula.”

A medalha para o chefe do crime

O “durão” que promete caçar criminosos coleciona homenagens a milicianos. Em 2005, Flávio e o pai visitaram na prisão o ex-capitão Adriano da Nóbrega, apontado pelo Ministério Público fluminense como integrante da milícia de Rio das Pedras e líder do grupo de extermínio Escritório do Crime, e entregaram a ele a Medalha Tiradentes, maior honraria da Alerj, concedida a pedido do então deputado estadual. Em 2003, ele já tinha homenageado Adriano outra vez.

A mãe e a esposa de Adriano, Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, trabalharam no gabinete de Flávio até 2018. Investigadores apontaram que Danielle repassou ao menos R$ 150 mil ao ex-assessor Fabrício Queiroz, R$ 115 mil por contas controladas pelo miliciano. O STF e o STJ anularam as provas em 2021, e as investigações foram encerradas.

O que a Frente Livre denuncia há anos

Enquanto a grande imprensa trata o tema com eufemismo, a Frente Livre expõe a simbiose entre o clã e as milícias. Flávio votou contra a CPI das Milícias, em 2008, sob o pretexto de que “não se sabia o que eram milícias”. Homenageou ao menos 23 policiais réus ou condenados na Alerj, segundo a revista Piauí. Jair emendou, em 2018: “Naquela região onde a milícia é paga, não tem violência”.

A lista de amigos presos não para: são ao menos nove em dois anos, entre eles Didê, ex-vereador de São João de Meriti, acusado de desviar R$ 86,28 milhões. As milícias defendidas pelo clã “sequestram” aposentadorias pelo aplicativo Meu INSS, e Flávio pediu a Donald Trump que classificasse facções como terroristas, poupando as milícias e ao memso tempo abrindo caminho para intervenção militar dos Estados Unidos.

O perigo que espreita o Brasil

Em 25 de outubro, o país decide se será governado por quem coroa miliciano na Alerj e sonha em libertar o pai condenado. O Guardian apenas repetiu, do exílio, o que a Frente Livre diz há anos. Milícia não é “máfia paramilitar” longínqua: é a força crimonosa que domina o Rio e quer dominar o Brasil.

Canal no whatsapp

Receba notícias da Frente Livre direto no celular.
Seguir