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amigos Flávio Bolsonaro presos
Na foto com o ex-governador bolsonarista do Rio, Cláudio Castro, Didê (D), presidente do Instituto Rio Metrópole, é preso e entra para a lista de amigos de Flávio Bolsonaro que foram parar na cadeia por corrupção. Foto: Reprodução Redes Sociais
BRASIL

Mais um amigão de Flávio Bolsonaro preso

Davi Perini Vermelho, o Didê, suspeito de roubar R$ 86 milhões do Rio Metrópole

O presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), Davi Perini Vermelho, o Didê, foi preso na manhã desta quinta-feira (9) pela Operação Ouroboros, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e da Polícia Civil. Didê, ex-vereador de São João de Meriti por três mandatos e figura influente nos bastidores da política fluminense, é acusado de liderar uma organização criminosa que desviou nada menos que R$ 86,28 milhões dos cofres públicos — verba destinada a projetos da Região Metropolitana que acabou em contratos fraudulentos e dinheiro vivo escoltado.

Segundo a denúncia, Didê — na condição de presidente do IRM — autorizava licitações direcionadas, assinava contratos fraudulentos com as empresas Engeconsult e R. Peotta Engenharia e mandava o dinheiro para o Instituto BIO, uma entidade sem estrutura operacional que servia de fachada. De lá, os valores eram sacados em espécie e transportados com apoio de uma empresa de escolta armada para evitar o rastreamento. Uma operação digna de filme — se não fosse com dinheiro do contribuinte.

O “clube dos amigos” de Flávio Bolsonaro

Didê não é um caso isolado. Ele é apenas o nome mais recente em uma galeria que cresce a cada mês: a dos “amigos do peito” do senador e pré-candidato neofascista à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que foram presos ou investigados por corrupção, ligação com o crime organizado ou ambos. O senador parece ter um talento especial para escolher as companhias — todas, invariavelmente, com passagem garantida pela Polícia Federal.

 

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A lista de “amigos” presos inclui:

  • Rodrigo Bacellar — Ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), preso pela PF por suspeita de vazar informações sigilosas para o Comando Vermelho. Era o candidato do grupo de Flávio ao governo do estado antes de ser algemado.
  • TH Joias (Thiego Raimundo dos Santos Silva) — Deputado estadual preso em operação da PF por tráfico de armas e ligação direta com o Comando Vermelho. Gravou vídeos com Flávio Bolsonaro antes de ser denunciado.
  • Adilsinho (Adilson Oliveira Coutinho Filho) — O maior bicheiro do Rio, preso, teve o nome de Flávio Bolsonaro citado em planilhas de pagamento apreendidas pela PF. Flávio nega, mas a planilha não mente.
  • Márcio Canella — Ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado apadrinhado por Flávio. Preso na última terça-feira (7) com um fuzil e investigado por lavar R$ 7,6 bilhões para o crime organizado usando postos de gasolina.
  • Marcus Amin — Ex-secretário da Polícia Civil do RJ, preso na mesma operação de Canella. Outro “amigo” que Flávio abençoou publicamente.
  • Márcio Poncio — Pastor e empresário do cigarro, preso na Operação Unha e Carne por suspeita de integrar esquema de lavagem de dinheiro para contraventores.
  • Alexandre Ramagem — Ex-diretor da Abin, condenado por participação na trama golpista e foragido nos Estados Unidos. Também aparece em planilhas de bicheiro como receptador de propina.
  • Daniel Vorcaro — O poderoso banqueiro corrupto do Banco Master, que mantinha relação estreita com Flávio e foi preso negociando delação premiada.
  • Adriano da Nóbrega — O miliciano do “Escritório do Crime”, envolvido no assassinato de Marielle Franco, foi condecorado com a Medalha Tiradentes pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro. A mãe e a esposa de Adriano foram empregadas no gabinete de Flávio. Nóbrega foi assassinado na Bahia.

O padrão Bolsonaro

A pergunta que a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência insiste em não responder é simples: por que tantos “amigos” terminam na cadeia? Os números são impressionantes: são pelo menos nove figuras públicas próximas ao senador que foram presas nos últimos dois anos — e isso sem contar as investigações em curso contra o governador Cláudio Castro (PL-RJ), também aliado de primeira hora.

O procurador-geral de Justiça do Rio, Antonio José Campos Moreira, ao comentar a operação de hoje, deu o diagnóstico correto: “Em inúmeras estruturas do Estado, órgãos que deveriam prestar serviços ao cidadão foram tomados por delinquentes, por marginais, alguns inclusive exercendo posições de Estado. Transformaram essas estruturas em verdadeiros antros de corrupção.”

Didê agora se junta ao clube. A Frente Livre pergunta: quantos mais precisam ser presos para que o eleitor acorde?

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