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GEOPOLÍTICA

Tarifaço de Trump dá errado e já corrói popularidade

Empossado há menos de três meses, novo presidente dos EUA vê sua política comercial provocar forte reação no mundo e ameaçar empregos americanos

A nova política de tarifas dos Estados Unidos tem impactado a popularidade de Donald Trump menos de três meses após sua posse, em 20 de janeiro. Com as retaliações de diversos países, queda no valor de empresas e repercussão no mercado financeiro global, o “tarifaço” tem se mostrado um verdadeiro “tiro no pé” com 52% de desaprovação, de acordo com a pesquisa encomendada pela The Economist à empresa YouGov. No computo geral os que aprovam as novas tarifas são 36%.

O valor sobe quando o recorte são eleitores Republicanos, pois 57% apoiam o aumento das taxas sobre produtos importados. O sentido é inverso entre os Democratas: 7% apoiam e 86% não apoiam.

A pesquisa ainda fez uma avaliação do novo tarifário dentro dos Republicanos que se entendem como parte do Make America Great Again (MAGA), conhecido por estampar o boné vermelho usado por Trump e seus apoiadores. Dentre eles a aprovação chega a 74% (os republicanos que não são do movimento, mas apoiam os aumentos são 51%).

A quantidade dos que apoiam a nova política econômica dos EUA se mantém próxima à proporção geral dos que condenam o aumento das tarifas: 51% desaprovam e 41% aprovam. Porém um número ainda maior, 55%, desaprovam o tratamento aos preços e inflação dispendidos por Trump.

Economia doméstica

Enquanto pouco mais da metade dos estadunidenses enxergam com maus olhos o rumo da política comercial e econômica do país, uma grande maioria está pessimista com a economia doméstica.

O levantamento mostra que 80% da população acredita que haverá aumento nos preços de bens de consumo, sendo que 47% acham que aumento será grande e 33% um pequeno aumento, enquanto 4% acham que os preços podem cair.

Os dados ainda mostram que 55% acreditam que o “tarifaço” poderá afetar o seu bem-estar financeiro, mesma porcentagem dos que acreditam que irá afetar negativamente a economia de outros países.

Ainda, 53% enxergam que a iniciativa de Trump prejudicará e economia dos EUA, 52% que será nefasto para a posição do país em termos globais, 40% acreditam na possibilidade de uma guerra comercial e 56% estão crentes que os outros países irão retaliar a taxação.

Queda na popularidade

A avaliação negativa às tarifas e ao cenário econômico estão intrinsicamente ligadas à imagem de Trump. O que se revela na queda de popularidade.

O desempenho geral do presidente é desaprovado por 51% e os que aprovam são 43% (queda de 5% comparado com a semana anterior), conforme a pesquisa.

A visão pessoal sobre Trump é ainda pior, 54% têm uma visão desfavorável a ele e 43% favorável.Dentre seus eleitores a aprovação ainda é alta, mas passou 91% para 85%.

Polêmicas

Questões polêmicas sustentadas pelo presidente também foram perguntadas para os entrevistados. Sobre o que pensam de um possível terceiro mandato do magnata (o que é contra a Constituição dos EUA), 52% acham que ele tentará se reeleger. Para 17% ele deve tentar e para 8% a Constituição permite um terceiro mandato.

Outros dados ainda colocam que 51% acreditam que ele extrapolou com as menções à anexação de outros territórios (6% que ele deveria ter feito ainda mais), assim como 48% entendem que ele também ultrapassou o adequado ao cortar o financiamento da pesquisa científica (9% acreditam que não foi o bastante).

A pesquisa tem margem de erro de 3% para mais ou para menos, foi realizada entre 5 e 8 de abril e ouviu 1.741 adultos dos EUA.

*Informações The Economist e CNN

Fonte: Portal Vermelho

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