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CIÊNCIA & TECNOLOGIA

Do Facebook ao genocídio: como a Meta silencia críticas a Israel em 30 segundos

Empresa ainda treina sua inteligência artificial com critérios parciais, perpetuando a perseguição a narrativas pró-Palestina

Vazamentos internos da Meta (controladora do Facebook e Instagram) revelam que o governo de Israel coordenou uma campanha massiva de censura contra publicações críticas ao Estado israelense ou em apoio aos palestinos. Desde o início da guerra em Gaza (7 de outubro de 2023), a Meta acatou 94% dos pedidos de remoção feitos por Israel – o maior índice de cumplicidade com um governo no mundo.

A censura não se limita a Israel: atinge principalmente usuários de países árabes e muçulmanos, com 90 mil posts removidos em 30 segundos e 38,8 milhões de publicações suprimidas até o fim de 2023. A Meta ainda treina sua inteligência artificial com esses critérios, perpetuando a perseguição a narrativas pró-Palestina.

1. O Mecanismo da Censura

  • Pedidos genéricos: Israel enviava a mesma justificativa para todas as remoções – citando “terrorismo” ou “incitação à violência” -, sem analisar o conteúdo real.

  • Tratamento privilegiado: Enquanto denúncias comuns passam por IA, as de Israel eram priorizadas para moderadores humanos, acelerando a remoção.

  • Viés algorítmico: A Meta alimentou seu sistema de moderação com esses dados, automatizando a censura futura.

2. Alvos Preferenciais

  • Egito (21,1%), Jordânia (16,6%), Palestina (15,6%) lideram as remoções.

  • Apenas 1,3% dos conteúdos censurados vinham de usuários israelenses.

  • Human Rights Watch analisou 1.050 posts removidos: 1.049 eram pacíficos, apenas 1 mencionava Israel.

3. Quem Comanda a Censura?

  • Guy Rosen (chefe de “Integridade” da Meta): Ex-oficial da Unidade 8200, inteligência militar israelense.

  • Jordana Cutler (diretora de Políticas para Israel): Ex-assessora de Benjamin Netanyahu, acusada de perseguir conteúdo pró-Palestina.

  • Joel Kaplan (chefe de Políticas): Ex-assessor de George W. Bush, colaborou com Israel contra “incitação online”.

Números da Censura

94% dos pedidos de Israel foram atendidos.
38,8 milhões de posts com “medidas tomadas” (remoção ou shadow ban).
90 mil publicações apagadas em 30 segundos.
60+ países afetados, a maioria muçulmanos.

Fonte: Intercept Brasil

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