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Carlo Ancelotti é o novo técnico da Seleção Brasileira, mas escolha gera desconfiança

Apesar do currículo impecável, contratação do italiano levanta dúvidas: será que um técnico sem experiência no futebol sul-americano conseguirá entender o DNA do futebol brasileiro?

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou nesta segunda-feira (12) a contratação de Carlo Ancelotti como novo técnico da Seleção Brasileira, encerrando uma novela de dois anos. Apesar do prestígio internacional do italiano, a escolha gera desconfiança entre torcedores e especialistas, que questionam se um treinador sem qualquer vínculo com a cultura futebolística brasileira será capaz de conduzir a Seleção de volta ao topo.

Ancelotti, de 64 anos, assume o cargo em 26 de maio, após o término do Campeonato Espanhol, mas sua falta de familiaridade com o cenário do futebol brasileiro e sul-americano preocupa. Enquanto a CBF celebra a contratação como um “marco histórico”, muitos lembram que nenhum técnico estrangeiro conseguiu deixar uma marca duradoura no comando da amarelinha.


OS RISCOS DA APOSTA EM ANCELOTTI

1. Desconhecimento do futebol brasileiro

  • Ancelotti nunca trabalhou na América do Sul e terá que aprender rapidamente as particularidades das Eliminatórias e da Copa América.

  • Diferentemente de Tite e outros técnicos brasileiros, ele não tem experiência em lidar com a pressão da torcida e da mídia local.

2. Adaptação aos jogadores brasileiros

  • O estilo de comando europeu pode não ressoar com a mentalidade dos jogadores da Seleção, acostumados a um futebol mais espontâneo.

  • Ancelotti é conhecido por sua gestão de elencos estrelados, mas será que conseguirá se conectar com jovens promessas brasileiras que ainda não atuam no exterior?

3. Falta de identificação emocional

  • Torcedores questionam se um técnico estrangeiro terá o mesmo compromisso emocional que um brasileiro.

  • A última experiência com um estrangeiro, o argentino Filpo Nuñez (1965), foi apenas em um amistoso – e desde então, a CBF sempre optou por nomes nacionais.


O OUTRO LADO: A DEFESA DA CBF

-| Experiência em times multiculturais

  • Ancelotti já comandou jogadores de diversas nacionalidades no Real Madrid, Chelsea e Milan, mostrando capacidade de adaptação.

-| Mentalidade vencedora

  • Seu currículo inclui 5 Champions League e títulos em 5 ligas diferentes – algo que pode inspirar os jogadores.

-| Visão moderna do futebol

  • A CBF acredita que ele pode trazer inovação tática sem abandonar a tradição ofensiva brasileira.


O QUE ESPERAR?

>> Primeiro teste: Brasil x Equador (5/6) – Eliminatórias da Copa
>> Copa América 2025 será seu maior desafio antes do Mundial

Se der certo: Ancelotti pode se tornar um herói e quebrar o tabu de técnicos estrangeiros.
Se der errado: A CBF será duramente criticada por ignorar treinadores brasileiros consagrados.


PRÓXIMOS PASSOS:

<> Ancelotti assume em 26/05 e terá pouco tempo para preparar a equipe.
<> Torcida e imprensa ficarão de olho em suas primeiras convocações.


NOTA FINAL:
Ancelotti chega com um currículo invejável, mas o sucesso no futebol de clubes não garante nada em seleções – ainda mais em um país como o Brasil, onde a relação com o técnico vai muito além do campo. A CBF aposta alto, mas o risco de dar errado é real.

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