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GEOPOLÍTICA

China aplica tarifas de até 74,9% sobre plástico importado e reage ao protecionismo de Trump

Decisão afeta EUA, UE, Japão e Taiwan e marca resposta firme de Pequim à ofensiva comercial liderada por Washington

A China anunciou neste domingo (18) a imposição de tarifas antidumping que chegam a 74,9% sobre o copolímero de polioximetileno (POM), um tipo de plástico industrial usado na fabricação de autopeças, equipamentos médicos, eletroeletrônicos e bens de consumo.

A medida atinge importações vindas dos Estados Unidos, União Europeia, Japão e Taiwan e entra em vigor a partir desta segunda-feira (19), com validade inicial de cinco anos.


Entenda o caso: o que é o copolímero POM?

O POM é um plástico de alta resistência, usado como substituto de metais como cobre, zinco e chumbo. Ele é estratégico para indústrias automotiva, médica e de alta tecnologia.

Segundo o governo chinês, o produto vinha sendo vendido no país com preço artificialmente baixo (dumping), o que causava dano substancial à produção nacional.


Tarifas por origem: veja os percentuais




  • Estados Unidos: até 74,9% (a mais alta)

  • União Europeia: 34,5%

  • Japão: 35,5% (com exceção para a Asahi Kasei, que pagará 24,5%)

  • Taiwan: 32,6% (mas Formosa Plastics pagará 4% e Polyplastics Taiwan, 3,8%)


Contexto: resposta à guerra comercial

A decisão chinesa foi tomada após investigação aberta em maio de 2024, como resposta indireta às novas tarifas unilaterais impostas pelos Estados Unidos sobre veículos elétricos, semicondutores e outros produtos chineses.

Apesar de uma recente trégua de 90 dias entre China e EUA, a medida de Pequim demonstra que o país não aceitará passivamente o protecionismo norte-americano, especialmente sob a gestão de Donald Trump.


Efeitos diplomáticos: tensão com a Europa

A tarifa também pode azedar ainda mais as relações entre China e União Europeia, já abaladas por medidas protecionistas europeias contra veículos elétricos chineses.

Segundo o jornal South China Morning Post, a decisão expõe os limites da trégua comercial com os EUA e sinaliza a estratégia chinesa de “defesa ativa”: diálogo sim, mas com firmeza diante de práticas consideradas desleais.


Legalidade e possibilidade de revisão

Pequim ressaltou que a medida segue as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC) e faz parte dos instrumentos multilaterais de defesa comercial.

Exportadores estrangeiros poderão solicitar revisões individualizadas das tarifas, mas, a partir de 19 de maio, as alíquotas se aplicam por padrão a todos os países listados.

Fonte: Portal Vermelho

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