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GEOPOLÍTICA

Guerra criada por algoritmo: EUA e Israel usam IA para justificar ataque ao Irã

Pretexto de bomba nuclear iraniana, gerado por Inteligência Artificial, revela a nova e perigosa face da manipulação imperialista no Oriente Médio

O pretexto usado por Israel e Estados Unidos para atacar o Irã – a suposta posse de urânio enriquecido para uma bomba atômica – foi, na verdade, construído por meio de Inteligência Artificial (IA). O major-general português Agostinho Costa, especialista em segurança e geopolítica, cravou: “É a primeira guerra que podemos dizer que foi iniciada pela IA”. Essa revelação é um tapa na cara da verdade e um sinal gravíssimo de como a tecnologia está sendo instrumentalizada para justificar agendas de guerra e dominação.

A relevância dessa denúncia é imensa para a democracia global e a luta contra a manipulação. Ela expõe a nova fronteira da desinformação e da agressão imperialista, onde algoritmos e bases de dados massivas são usados para criar narrativas convenientes, transformando “deduções e tendências” em “fatos” para justificar ataques e intervenções. O relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de 31 de maio de 2025, que serviu de gatilho para o ataque israelense apenas seis dias depois, não apresentou evidências concretas de armas nucleares, mas sim interpretações geradas pelo programa Mosaic, contratado da empresa estadunidense Palantir, de Peter Thiel, um notório militante de Donald Trump. É o capitalismo da guerra se modernizando para vender conflito.

IA como arma: jogo sujo por trás dos algoritmos de guerra

O programa Mosaic, desenvolvido para a guerra de contraterrorismo no Afeganistão em 2001, foi adquirido pela AIEA em 2015 por € 41 milhões. No entanto, o general Agostinho Costa denuncia que o Conselho de Governadores da AIEA é controlado por países ocidentais – EUA, Alemanha, França e Reino Unido – que “subscreveram o relatório baseado em IA”. Isso, segundo ele, é um “abuso do uso de um programa de inteligência artificial”, um dos “riscos do novo mundo, os riscos da IA” que estamos começando a enfrentar. A falta de provas concretas, aliada ao controle ocidental sobre a agência, transforma a AIEA em um instrumento geopolítico, e não em um órgão imparcial.

O Irã, que sempre sustentou o caráter pacífico de seu programa nuclear, acusa a AIEA de “agir politicamente” e, como retaliação após a trégua no conflito, o parlamento iraniano aprovou a suspensão da cooperação com a agência. A própria AIEA, apesar de ter alertado sobre riscos, não tem provas de que o Irã estivesse construindo armas nucleares. Para o general Costa, a acusação de que o Irã estaria prestes a construir uma bomba atômica foi meramente um pretexto. Ele destaca que o programa nuclear iraniano é civil e pacífico, e que o enriquecimento de urânio a 60% foi uma resposta à introdução de vírus por Israel que provocaram o colapso de centrífugas na central Natanz, em 2021 – um ato de sabotagem encoberto que demonstra a real agressão por trás da narrativa de “prevenção”.

Edificações nucleares iranianas depois dos ataques de EUA e Israel. Foto: Divulgação Governo israelense 

O verdadeiro objetivo de EUA e Israel não é impedir a proliferação nuclear iraniana, mas sim atacar o Irã como potência regional. É por isso que figuras como Donald Trump, o ministro da Defesa israelense Israel Katz, e senadores americanos como Lindsey Graham e Ted Cruz, vêm pedindo abertamente a “mudança de regime” no país persa. A “liberdade e democracia” que eles prometem ao povo iraniano são uma farsa, pois um Irã verdadeiramente livre e democrático jamais aceitaria o projeto colonialista israelense na Palestina ou se submeteria aos desígnios imperialistas dos EUA.

Eles anseiam por um Irã de volta à monarquia violenta da dinastia Pahlavi, ou por um país “fragmentado, fraco, caótico, desestabilizado e marcado por uma guerra civil”, como o Iraque devastado. Essa estratégia de “enfraquecer as potências regionais” e “espalhar a instabilidade por meio da subversão e da agressão” é um objetivo político bem estabelecido desde a década de 1990, como revela o documento “Clean Break”, de Richard Perle e outros neoconservadores.

As ações de EUA e Israel, que já incentivam mais países a buscar armas nucleares para se protegerem de ataques “preventivos”, são a materialização da complacência global com a violência imperial. O Estado israelense, que se recusa a assinar o Tratado de Não Proliferação Nuclear, demonstra não se preocupar com a proliferação, desde que o caos na região lhe permita erradicar a luta palestina e eliminar toda a resistência ao seu projeto colonial.

O resto é fumaça de guerra, custeada com sangue e desinformação algorítmica.


[Pretexto vs. Realidade na Guerra do Oriente Médio]

Aspecto

Narrativa Oficial (EUA/Israel/AIEA)

Análise Crítica (Agostinho Costa/Outros)

Pretexto do Ataque

Irã prestes a desenvolver arma nuclear (baseado em IA).

Falta de evidências concretas; IA usada para deduções.

Natureza da Inteligência

Dados factualizados por IA (Programa Mosaic).

Algoritmos opacos e controle ocidental da AIEA.

Finalidade do Programa Nuclear Iraniano

Suspeita de fins militares.

Fim pacífico; enriquecimento de 60% como retaliação.

Verdadeiro Objetivo da Agressão

Prevenir proliferação nuclear.

Enfrequecer Irã como potência regional, mudança de regime.

Implicações Globais

Reduzir risco de proliferação.

Incentivar mais países a buscar armas nucleares (dissuasão).

Histórico Comparado

Não aprendizagem das lições da Guerra do Iraque.

Reedição da estratégia do Iraque (Mentiras sobre WMDs, busca de fragilização).

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Fonte: Agência Brasil

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