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Paulinho da Força quer baixar pena de Bolsonaro para só 2 anos de prisão

Deputado nega perdão exigido por Flávio, mas seu projeto reduziria drasticamente o tempo de cadeia do golpista condenado

O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), uma figura-chave nas negociações sobre o futuro dos condenados pelo 8 de janeiro, mandou um recado direto ao clã Bolsonaro nesta segunda-feira (8): “Anistia para Bolsonaro está fora de questão”. A declaração, dada ao portal Metrópoles, é uma resposta direta à exigência feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que condicionou sua desistência da corrida presidencial de 2026 à “libertação” do pai.

Apesar de fechar a porta para um perdão completo, Paulinho, que é autor do Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, deixou claro que seu texto oferece um benefício drástico a Jair Bolsonaro, reduzindo sua pena de forma substancial.

O ‘preço’ de Flávio e a resposta do Congresso

A polêmica começou no domingo (7), quando Flávio Bolsonaro, em entrevista à Record, afirmou que sua pré-candidatura tem um “preço” para ser retirada: a anistia de seu pai. A fala, que já havia gerado mal-estar no PL e entre lideranças de centro-direita, foi rebatida por Paulinho, que controla a pauta da anistia na Câmara.

Ao negar o perdão direto, o deputado sinaliza que a negociação com o bolsonarismo não será nos termos impostos pela família, mas sim dentro dos limites que o Congresso considera politicamente viáveis.



A ‘Super-Redução’ da dosimetria

O ponto central da contraproposta de Paulinho está no seu PL da Dosimetria. Embora ele afirme que o projeto “não resolve o problema dele [Bolsonaro]”, os efeitos práticos seriam imensos. O próprio deputado detalhou o cálculo: “Só para ter uma ideia, a redução dele, no meu texto, cai de 27 anos e 3 meses para 2 anos e 4 meses. Quer benefício maior que esse?”, questionou.

Paulinho ainda expôs a dificuldade na negociação com os bolsonaristas, que estariam relutantes em apoiar seu projeto por não garantir a anistia total. “O PL está pondo dificuldade e não está aceitando [a dosimetria]. Se eles não aceitam, não tem votação”, afirmou, colocando a responsabilidade pela aprovação de um benefício significativo no colo do próprio partido de Bolsonaro.

Cálculo político e obstáculos no Senado

Apesar de a Câmara dos Deputados ter aprovado, em setembro, a urgência para a votação de um projeto de anistia mais amplo, o próprio Paulinho da Força acredita que o texto não teria apoio suficiente para passar pelo Senado. Sua proposta de dosimetria surge, então, como um caminho intermediário e mais pragmático.

Enquanto isso, a insistência de Flávio na anistia frustra alas do PL e potenciais aliados, como o governador Tarcísio de Freitas, que esperavam uma postura menos focada nos problemas judiciais da família e mais na construção de um projeto de poder para 2026.

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