Dólar
R$ 4.96 Desceu
Euro
5.804 Desceu
Brasília
25°C 26°C 17°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

BRASIL

A estratégia do mártir: Filipe Martins desafia Moraes para forçar a própria prisão

Ex-assessor de Bolsonaro descumpre ordem judicial de forma deliberada para, ao ser preso, alardear a tese de perseguição política

Depois da amalucada tentativa de fuga do ex-diretor-geral da PRF, agora outro condenado começa a causar tumulto: em um movimento calculado para se transformar em mártir da causa bolsonarista, o ex-assessor Filipe Martins está deliberadamente descumprindo as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para forçar o ministro Alexandre de Moraes a endurecer sua prisão — ele está, atualmente, em prisão domiciliar. A estratégia, segundo analistas, é usar a prisão para alardear a tese de perseguição judicial e inflamar a militância radical.

Condenado a 21 anos de prisão por sua participação na trama golpista, Martins estava em prisão domiciliar com a proibição expressa de usar redes sociais. No entanto, a Polícia Federal identificou que ele utilizou sua conta no LinkedIn para fazer buscas, em um claro desafio à ordem judicial.

Moraes respondeu à provocação dando à defesa de Martins um prazo de 24 hours para justificar o injustificável. Caso a explicação não seja plausível — o que é o cenário esperado por quem entende a estratégia —, o ministro converterá a prisão domiciliar em preventiva. Para Martins, seria o xeque-mate de seu plano: deixar de ser um condenado em casa para se tornar um “preso político” aos olhos de seus apoiadores.

A tática de Martins contrasta com a de outros bolsonaristas, como o ex-deputado Alexandre Ramagem e o ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques, que optaram pela fuga. A fuga em massa, inclusive, foi o que levou Moraes a impor a prisão domiciliar a dez condenados, para evitar que escapassem do país.

O ministro ressaltou em sua decisão o “fundado receio” de que a organização criminosa, com apoio dentro e fora do Brasil, continue a planejar fugas.

Enquanto outros fogem, Filipe Martins joga um jogo diferente. Ele não quer a liberdade; ele quer a cela. Para ele, a prisão não é o fim da linha, mas o palco ideal para seu discurso de perseguição, uma peça de teatro político encenada para a plateia radical que ainda consome a narrativa golpista.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57