- Um país estrangeiro invade um território soberano.
- Sequestra o chefe de Estado e seus ministros.
- Anuncia publicamente que vai administrar o país como uma colônia.
- E confessa, com a sinceridade dos canalhas, que vai saquear as riquezas minerais que pertencem àquela nação.
Você, que veste a camisa da seleção em manifestações, que se emociona com o hino, que se diz defensor da pátria, celebra isso? Você aplaude o direito de uma potência estrangeira de decidir quem governa seu vizinho e de roubar seus recursos?
Então você não é um patriota. Você é um idiota. Um pária. Um confesso traidor da pátria.
A sua alegria não é ideológica; é a manifestação de uma síndrome de vira-lata com pedigree, um desejo doentio de ser subjugado, desde que o chicote esteja na mão de quem você admira. É a confissão de que você não acredita na capacidade do seu próprio povo, ou de qualquer povo latino-americano, de decidir o seu destino. Você anseia por um dono.
Façamos um exercício de imaginação, já que a empatia lhes falta. Imaginem se o alvo fosse o Brasil. Imaginem se o presidente, seja ele quem for, fosse arrastado do Palácio do Planalto por fuzileiros navais estrangeiros. Imaginem Donald Trump anunciando que empresas americanas agora são as donas do nosso pré-sal, do nosso nióbio, da nossa Amazônia.
Vocês ainda estariam celebrando? Ou a sua “soberania” só vale quando o alvo é o quintal do vizinho?
Quem celebra a violação da soberania alheia está apenas leiloando a sua própria. Está dizendo ao mundo: “Podem vir. Estamos prontos para entregar tudo. Não temos dignidade, apenas preferência ideológica por quem nos irá dominar”.
A soberania não tem ideologia. E um traidor não tem desculpa.
