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GEOPOLÍTICA

Após bravata de Trump, Brasil lidera esforços no Brics para reduzir dependência do dólar

Uso de moedas locais no comércio externo traz benefícios econômicos, reduz fragilidades externas e fortalece a autonomia financeira

A presidência brasileira do Brics está desenvolvendo uma plataforma para que os países-membros usem suas próprias moedas no comércio entre si. A iniciativa, que pode reduzir a dependência do dólar, foi anunciada em meio à ofensiva do presidente dos EUA, Donald Trump, contra o bloco. Trump ameaçou taxar em 100% as importações de países que substituam o dólar, afirmando que o Brics estaria “morto”.  

A medida arquitetada pelo Brasil contraria os interesses dos EUA, que buscam preservar a hegemonia do dólar como moeda global. Para os países do Brics, o uso de moedas locais no comércio traz benefícios econômicos, reduz fragilidades externas e fortalece a autonomia financeira. Além disso, a iniciativa reflete o compromisso do bloco com a reforma da governança global e a redução das desigualdades.  

O Brasil, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a presidência do Brics com o objetivo de fortalecer a cooperação entre os países-membros. O documento da presidência brasileira destaca a necessidade de desenvolver sistemas de pagamento mais acessíveis, transparentes e seguros, além de promover a reforma de instituições financeiras internacionais, como o FMI e o Banco Mundial.  

A professora de relações internacionais Ana Elisa Saggioro Garcia, da UFRRJ, avalia que o avanço no comércio com moedas locais pode ser um passo importante para enfrentar as tarifas impostas por Trump. “Se o Brics conseguir facilitar o comércio interno, avançando no financiamento em moedas locais, teremos um avanço significativo”, afirmou.  O professor Fabiano Mielniczuk, da UFRGS, destacou que o Brasil precisa deixar claro até que ponto a iniciativa representa uma alternativa ao dólar. “O Brasil não quer criar atritos com os EUA, mas busca fortalecer sua posição no cenário global”, disse.  

Além do comércio em moedas locais, o Brasil também promete avançar na regulação da Inteligência Artificial (IA) e na modernização da base industrial dos países do Brics. A proteção dos dados e a geração de riqueza a partir da economia digital são prioridades.  

Reforma das instituições financeiras  

O documento da presidência brasileira também defende a reforma do FMI e do Banco Mundial, buscando maior representação dos países em desenvolvimento em posições de liderança. O Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), comandado pela ex-presidenta Dilma Rousseff, e o Arranjo de Reservas para Contingências (CRA) são vistos como ferramentas essenciais para fortalecer a autonomia financeira do bloco.  

A iniciativa do Brics, liderada pelo Brasil, representa um desafio à hegemonia do dólar e uma aposta na multipolaridade do sistema financeiro global. Enquanto Trump tenta impor barreiras comerciais, o bloco busca fortalecer sua autonomia e promover uma governança global mais justa e inclusiva.  

Fonte: Agência Brasil

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