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Bolsonaristas surtam com cor da camisa da Seleção enquanto fingem esquecer fome, golpe e genocídio

Proposta protocolada no Câmara dos Deputados mira especialmente a CBF e tenta barrar uniforme vermelho da seleção brasileira

Por Redação

Parece piada, mas é projeto de lei. O deputado Zé Trovão (PL/SC), aquele mesmo que viveu foragido e virou estrela do bolsonarismo, resolveu se incomodar profundamente com… a cor da camisa da Seleção Brasileira. Isso mesmo: segundo ele, usar vermelho no uniforme 2 da CBF é um atentado contra a pátria.

Para resolver esse “crime hediondo”, Trovão quer obrigar, por lei, que toda entidade pública ou privada que represente oficialmente o Brasil use apenas as cores da bandeira: verde, amarelo, azul e branco. Nada de vermelho. Porque, para ele, vermelho lembra comunismo — ou talvez só o fato de que o time está jogando melhor sob outro governo.

A proposta, claro, atinge diretamente a Confederação Brasileira de Futebol, que prepara um novo uniforme vermelho para a Seleção. Uma cor que homenageia o povo e as origens culturais do país. Mas que, para a turma que bate continência para caixa de supermercado e chora por camiseta da Havan, é motivo suficiente para escrever lei.

“A bandeira nacional é o maior símbolo de nossa identidade”, discursou o deputado.

E a fome? A tentativa de golpe? O orçamento secreto? O negacionismo que matou centenas de milhares na pandemia? Nada disso pareceu ofender a tal identidade nacional.

O que o projeto determina:

  • Uso obrigatório das cores verde, amarelo, azul e branco;

  • Aplicação em uniformes, logos, campanhas, materiais promocionais e institucionais;

  • Abrangência: entidades públicas e privadas com delegação ou financiamento público;

  • Inclui a CBF e qualquer organização que represente o país no exterior.

Sanções previstas:

  • Advertência formal;

  • Suspensão de repasses públicos;

  • Proibição de representar oficialmente o Brasil por até dois anos.


E agora?

  • O Poder Executivo terá 90 dias, se a lei for aprovada, para regulamentá-la e definir padrões mínimos;

  • O projeto segue para análise nas comissões da Câmara dos Deputados.

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