O Ministério das Relações Exteriores divulgou, nesta segunda-feira (5), uma nota exigindo a libertação dos 12 ativistas detidos por Israel durante a interceptação do navio humanitário Madleen, que seguia rumo à Faixa de Gaza. Entre os detidos está o brasileiro Thiago Ávila, ambientalista e coordenador da Freedom Flotilla Coalition, organização internacional que luta pelo fim do bloqueio israelense ao território palestino.
A nota oficial destaca o direito à liberdade de navegação em águas internacionais e cobra de Israel o cumprimento de suas obrigações como potência ocupante. “O Brasil insta o governo israelense a libertar os tripulantes detidos e a remover imediatamente todas as restrições à entrada de ajuda humanitária em território palestino”, afirma o Itamaraty, em tom firme.
O Madleen transportava alimentos e medicamentos e tentava abrir um corredor marítimo de solidariedade com Gaza, hoje sob cerco extremo. O grupo de ativistas contava com representantes de diversas nacionalidades, incluindo a sueca Greta Thunberg, símbolo mundial da luta climática. O objetivo era romper simbolicamente e logisticamente o bloqueio, denunciando o cerco como crime humanitário.
A interceptação ocorreu neste domingo (8), horas após o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, ordenar que o Exército barrasse o avanço da embarcação. Em declaração oficial, Gallant afirmou que os ativistas seriam detidos, escoltados e posteriormente deportados.
As representações diplomáticas brasileiras no Oriente Médio foram orientadas a prestar assistência consular imediata aos detidos, em conformidade com a Convenção de Viena sobre Relações Consulares e demais tratados internacionais de direitos humanos.
[Diplomacia brasileira e o cerco à Gaza]
| País | Posição oficial frente ao bloqueio de Gaza | Apoio à missão Madleen? |
|---|---|---|
| Brasil | Condena bloqueio e exige entrada de ajuda | Sim, exige libertação dos ativistas |
| França | Defende corredor humanitário, mas evita crítica direta | Não se posicionou |
| Estados Unidos | Apoia Israel e bloqueio é tratado como questão de segurança | Não reconhece legitimidade da missão |
| África do Sul | Condena bloqueio, já acionou Haia contra Israel | Sim, apoia missão humanitária |
Fonte: Agência Brasil






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