China e Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (12) uma trégua parcial em sua disputa comercial, com a suspensão recíproca de 24 pontos percentuais em sobretaxas por 90 dias. O acordo, fechado após dois dias de negociações em Genebra, mantém tarifas residuais de 10% sobre US$ 360 bilhões em produtos e cria um mecanismo permanente de diálogo para evitar novas escaladas.
A medida reverte parte das retaliações impostas em abril, quando Washington elevou tarifas para até 125% sobre produtos chineses e Pequim respondeu com contramedidas equivalentes. Ambos os lados destacaram a necessidade de uma relação comercial “estável e mutuamente benéfica”, mas deixaram claro que a disputa tecnológica e geopolítica permanece.
DETALHES DO ACORDO
1. Ajustes tarifários:
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EUA: Suspende 24 pts% das tarifas de 84-125% impostas em abril, mantendo 10% sobre produtos estratégicos
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China: Retira sobretaxas equivalentes sobre US$ 110 bi em importações americanas
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Prazo: Medidas devem ser implementadas até 14 de maio
2. Contramedidas não-tarifárias:
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Pequim suspenderá barreiras administrativas impostas desde 2/abril
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Washington revisará restrições a empresas chinesas de semicondutores
3. Mecanismo de diálogo:
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Grupo de trabalho permanente com reuniões bimestrais
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Primeiro encontro em junho (local a definir)
CONTEXTO
> Cronologia da guerra comercial:
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2018: EUA impõem primeiras tarifas sob Trump
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2025: Nova escalada com taxas acima de 100%
> Impacto global: -
FMI estimava redução de 0,8% no PIB mundial em 2025
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Cadeias de chips e energias renováveis eram as mais afetadas
PRÓXIMOS PASSOS
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90 dias: Período crítico para negociar acordo permanente
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Ponto sensível: Subsídios chineses a indústrias estratégicas
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Sinal positivo: Reunião bilateral marcada para julho em Xangai
ANÁLISE
“O acordo evita o pior cenário, mas não resolve disputas estruturais. A trégua é frágil e depende de concessões tecnológicas que nenhum dos lados quer fazer”
Zhang Wei, economista da Academia Chinesa de Ciências Sociais
Fonte: Xinhua News






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