O influenciador Hytalo Santos e o marido dele, Israel Vicente, foram condenados, no último sábado (21), por exploração de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. Hytalo Santos foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão e Israel Vicente, que é mais conhecido como Euro, a 8 anos e 10 meses.
A condenação da primeira instância da Justiça da Paraíba, proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Grande João Pessoa, se tornou pública neste domingo (22). A defesa de ambos os condenados afirmou que irá recorrer da decisão.
Além das penas privativas de liberdade, foi estabelecida compensação por danos morais no montante de R$ 500 mil, com base na gravidade dos prejuízos causados e na situação financeira dos réus.
Na decisão, o juiz aponta que Hytalo Santos e seu marido colocavam adolescentes em um cenário previamente estruturado e monitorado, descrito como semelhante a um “reality show”, no qual conviviam em um ambiente voltado ao público adulto e submetidos a situações classificadas como de alto risco.
Em nota, a defesa dos condenados criticou a decisão.
“Ao longo de toda a instrução processual, a defesa apresentou argumentos consistentes, lastreados em provas e nos próprios depoimentos colhidos em juízo – inclusive de testemunhas arroladas pela acusação e das supostas vítimas – que afastam a tese acusatória”, diz trecho da nota da assessoria jurídica de Hytalo Santos e Israel Vicente.
Quem é Hytalo Santos?
Hytalo José Santos Silva, conhecido como Hytalo Santos, é natural da Paraíba e somava mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais, antes de ter seus perfis suspensos. Ele foi denunciado pelo youtuber Felca por suposta exploração de adolescentes e foi preso em agosto de 2025, em Carapicuíba, na Grande São Paulo.
O influenciador ganhou visibilidade com vídeos em que reúne jovens em uma casa e mostra a rotina do grupo. Entre eles há adolescentes a quem chama de crias, filhas e genros. Seu canal no YouTube tinha mais de 7 milhões de inscritos.
Ele e o marido foram transferidos para o Presídio do Róger em João Pessoa, onde permanecem em prisão preventiva. O caso no Tribunal de Justiça corre em paralelo a uma ação na Justiça do Trabalho na qual Hytalo Santos e Israel Vicente respondem por tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho em condições análogas à escravidão.
>> Todas as notícias sobre o debate da adultização de crianças na internet.






Deixe seu comentário