A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, na manhã desta terça-feira (25), duas grandes operações simultâneas para desarticular esquemas de corrupção nos estados do Rio Grande do Sul e da Bahia. As ações, batizadas de “Paralelo Cinco” e “Gênesis”, investigam desvios de recursos públicos em contratos da saúde e em uma prefeitura do sul baiano, resultando no cumprimento de dezenas de mandados de busca, prisões e no bloqueio de mais de R$ 42,5 milhões em bens.
Saúde sob investigação no Sul e Sudeste
A Operação Paralelo Cinco, realizada em parceria com o Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul (TCE-RS), apura irregularidades na gestão de hospitais em Jaguari (RS) e Embu das Artes (SP), administrados por uma Organização Social (OS). A investigação aponta que, entre 2022 e agosto de 2025, as unidades receberam mais de R$ 340 milhões em repasses, com indícios de desvios por meio de empresas de fachada e falhas deliberadas na execução dos contratos.
Foram cumpridos 24 mandados de busca e dois de prisão preventiva no Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 22,5 milhões em contas, além do sequestro de 14 imóveis, 53 veículos e uma embarcação.
Esquema milionário na Bahia
Paralelamente, a Operação Gênesis desmontou um esquema de desvio de verbas na prefeitura de Itacaré (BA). Segundo a CGU, entre 2018 e 2024, duas empresas de fachada, registradas em nome de “laranjas”, receberam mais de R$ 30 milhões em contratos com o município. As investigações indicam que parte substancial do dinheiro foi desviada para agentes públicos e empresários.
A ação cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em seis cidades da Bahia e em Cachoeiro de Itapemirim (ES). A Justiça Federal autorizou o afastamento cautelar de sete agentes públicos e o sequestro de bens no valor de até R$ 20 milhões para garantir o ressarcimento ao erário.






Deixe seu comentário