A escalada no Oriente Médio atinge níveis alarmantes, camarada! Israel declarou nesta sexta-feira (20) que intensificou seus ataques contra o Irã, atingindo dezenas de alvos militares, incluindo locais de produção de mísseis e uma organização de pesquisa nuclear. Tudo isso enquanto a Europa tenta, desesperadamente, ressuscitar negociações e os Estados Unidos de Donald Trump ponderam se vão “ou não vão” se envolver no conflito, com o risco de mergulhar a região em um caos ainda maior.
A relevância dessa manobra é brutal: em meio ao genocídio ininterrupto na Faixa de Gaza, onde o exército israelense massacra civis aos milhares, Tel Aviv desvia o foco e acende mais um barril de pólvora, usando a velha desculpa do “programa nuclear iraniano” para justificar sua agressão. Enquanto Israel, amplamente reconhecido por possuir armamento nuclear (embora nunca o confirme), acusa o Irã de buscar a bomba, a guerra se espalha, e as mortes, tanto de militares quanto de civis em ambos os lados, se acumulam. Essa é a hipocrisia da guerra em sua face mais cruel, onde a “defesa” de um lado custa a vida de inocentes em todos os fronts.
Terror e diplomacia no fio da navalha
Uma semana após iniciar a ofensiva, Israel intensificou seus bombardeios, alegando atingir infraestrutura de mísseis e pesquisa nuclear em Teerã. Em retaliação, o Irã lançou mísseis que atingiram áreas residenciais e comerciais em Beersheba, no sul de Israel. Enquanto ambos os lados insistem em atingir “alvos militares”, a realidade é que civis são sempre as principais vítimas, com acusações mútuas de bombardeios a hospitais e apartamentos. A Human Rights Activists News Agency reportou a morte de 639 pessoas no Irã, incluindo membros do alto escalão militar e cientistas nucleares. Em Israel, pelo menos duas dezenas de civis foram mortos em ataques iranianos. A Reuters, diga-se de passagem, não conseguiu verificar independentemente esses números, o que demonstra a dificuldade de obter informações precisas em um cenário de guerra e propaganda.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, foi categórico: não há espaço para negociações com os Estados Unidos “até que a agressão israelense pare”. Uma postura compreensível diante da beligerância. No entanto, ele se reunirá com chanceleres europeus em Genebra, num esforço para resgatar a diplomacia sobre o programa nuclear iraniano – um programa que o Irã insiste ser para fins pacíficos. O histórico não ajuda: Trump retirou os EUA do acordo nuclear de 2015 em 2018, e a nova série de negociações entre Irã e EUA colapsou justamente quando Israel lançou sua “Operação Leão Ascendente”.
Especialistas alertam para o risco de um desastre nuclear caso Israel atinja a usina de Bushehr, em um cenário de dezenas de milhões de habitantes e grande parte da produção de petróleo mundial. Mesmo assim, Israel afirma estar “determinado a destruir as capacidades nucleares do Irã”, sem se importar com as consequências humanitárias e ambientais de um ataque a uma instalação nuclear.
[Crise Irã-Israel e o contexto geopolítico]
Autoridades ocidentais e regionais apontam que Israel busca, no fundo, a queda do governo do aiatolá Ali Khamenei, objetivo endossado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. No entanto, ativistas iranianos alertam que não é em meio a ataques que o povo sairá às ruas para uma agitação em massa. A história nos mostra que a imposição pela força gera mais sofrimento e instabilidade, não liberdade.
Fonte: Agência Brasil






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