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BRASIL

Está morta e sepultada a tal PEC da “Blindagem”

Após intensa pressão popular e repúdio unânime do Senado, parlamentares não terão privilégios aprovados na Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal rejeitou, por unanimidade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2021, popularmente conhecida como “PEC da Blindagem”. A proposta exigia autorização legislativa, via voto secreto, para processar criminalmente deputados e senadores. Sua derrubada é um marco crucial para a democracia brasileira, pois a medida era amplamente criticada por ameaçar a transparência, fomentar a impunidade e abrir portas para o crime organizado no Congresso, enfraquecendo a justiça social e o estado de direito.

A decisão unânime dos 27 senadores da CCJ reflete a intensa pressão popular e o repúdio nacional à PEC, que mobilizou milhares de cidadãos contra a anistia e a impunidade. O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foi enfático ao diagnosticar um “vício insanável de desvio de finalidade”, afirmando que o texto visava “impedir ou retardar investigações criminais” em benefício de interesses escusos. A matéria segue agora para o plenário do Senado, onde a confirmação da rejeição definitiva é esperada, consolidando o compromisso com o combate à corrupção e a ética na política.

No debate, senadores como Eliziane Gama (PSD-MA) e Humberto Costa (PT-PE) aplaudiram a decisão, ressaltando a capacidade da mobilização social de alterar o rumo legislativo e desmascarar certas posturas. Lideranças como Eduardo Braga (MDB-AM) condenaram a “PEC da Imoralidade” por desrespeitar o mandato popular. A derrota da PEC é vital para barrar a criação de uma “casta de privilegiados” e prevenir sua extensão a deputados estaduais e distritais, protegendo a equidade e a integridade do sistema representativo.

A discussão também clarificou a diferença entre imunidade material – que protege opiniões e votos – e imunidade processual, o cerne da PEC. Embora houvesse defensores que tentassem justificar a proposta como resposta a uma suposta “perseguição” judicial, figuras como Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (PT-AP) reiteraram: nenhuma imunidade é absoluta. Ela não pode ser salvo-conduto para crimes como injúria, difamação ou obstrução de justiça, citando exemplos de repercussão nacional. A derrota da PEC reafirma que todos os políticos devem responder por seus atos, fortalecendo a soberania popular e a transparência.

Fonte: Agência Brasil

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