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BRASIL

Filhos de Bolsonaro abandonam demais réus do golpe

Chamados como testemunhas de defesa, Eduardo e Carlos Bolsonaro faltam a depoimentos cruciais, deixando aliados da trama golpista desamparados perante o STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) presenciou nesta quarta-feira (16) um espetáculo de cinismo e abandono que joga luz sobre as dinâmicas da extrema-direita. Das 29 testemunhas de defesa arroladas para depor nas ações penais sobre a trama golpista, apenas cinco compareceram. Entre as ausências mais notáveis e politicamente carregadas, destacam-se as dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro.

Sua falta aos depoimentos, previstos para defender os réus dos núcleos 2 e 4 do complô, não foi um mero acaso. Ela ecoa como um abandono deliberado, deixando à própria sorte aqueles que, em tese, contavam com seu respaldo para atestar a inocência no maior inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado na história recente do Brasil. É a face da deslealdade política e da irresponsabilidade que tanto caracteriza movimentos autoritários: a mobilização e o uso de aliados para fins políticos, seguidos do desamparo quando a justiça bate à porta.

As oitivas de testemunhas, conduzidas pelo STF desde segunda-feira (14), são um marco na busca pela responsabilização dos envolvidos na tentativa de ruptura democrática. A ausência dos filhos do ex-presidente, que poderiam ter oferecido algum tipo de suporte narrativo aos acusados, reforça a percepção de que a cúpula do bolsonarismo age em benefício próprio, sem compromisso com seus próprios apoiadores quando confrontados com as consequências legais de seus atos.

Além dos filhos de Bolsonaro, outros nomes relevantes na política nacional, como os senadores Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Eduardo Girão (Novo-CE), e o ex-ministro Onyx Lorenzoni, também constavam na lista de testemunhas, mas não compareceram. Embora algumas ausências tenham sido justificadas por pedidos de dispensa aceitos pelo ministro Alexandre de Moraes, ou por falta de pertinência e envolvimento com os fatos, a ausência de figuras tão próximas ao ex-presidente e à trama golpista é um sinal preocupante da falta de colaboração.

O caso do delegado Fábio Shor, da Polícia Federal (PF), responsável pelas investigações do golpe e que indiciou 34 pessoas, incluindo o próprio Bolsonaro, também ilustra o cenário. Sua ausência, inicialmente justificada para uma nova intimação, foi posteriormente reavaliada por Moraes, que indicou ser obrigação dos advogados garantir a presença de suas testemunhas. Isso sublinha a responsabilidade da defesa em apresentar elementos que possam de fato ajudar seus clientes, algo que claramente falhou nesta rodada.

Dos raros depoimentos, apenas duas das 21 testemunhas previstas para o núcleo 2 falaram: o senador Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil, e o general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ambos afirmaram desconhecer os réus e negaram ter ouvido qualquer plano golpista, o que, na prática, não ofereceu qualquer auxílio material às defesas dos acusados.

Simultaneamente, na audiência do núcleo 3, apenas três das oito testemunhas agendadas depuseram. Entre elas, o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Julio Valente. Em um depoimento crucial, Valente reafirmou a segurança e a lisura do processo eleitoral e das urnas eletrônicas, desmentindo, mais uma vez, as desinformações disseminadas pela própria base que tentou o golpe. Sua fala é um pilar de defesa da democracia contra a narrativa da fraude, que é central para a trama golpista.

Ainda que os depoimentos do núcleo 4 tenham sido encerrados nesta quarta-feira, as audiências dos núcleos 2 e 3 devem continuar até 23 de julho. Após essa fase, os próprios réus de cada grupo serão ouvidos. O desenrolar desses processos é vital para a consolidação da justiça e a defesa intransigente da democracia brasileira contra aqueles que conspiraram para subvertê-la.

É imperativo que a sociedade continue vigilante e atenta aos desdobramentos, pois a transparência e a responsabilização são pilares para garantir que a justiça social prevaleça e que os direitos coletivos nunca mais sejam ameaçados por aventuras golpistas.

[QUEM SUMIU NA HORA H DA VERDADE?]

A audiência que expôs a covardia e a falta de solidariedade dos aliados de Bolsonaro na trama golpista!

EDUARDO BOLSONARO (PL-SP)

  • Status na audiência (16/07): AUSENTE pois está nos EUA conspirando contra o Brasil. 

  • Implicação política e para os réus: Abandono direto! Não defendeu réus que buscavam seu apoio, expondo a falta de solidariedade e o “cada um por si” na hora do aperto. 

CARLOS BOLSONARO (Republicanos-RJ)

  • Status na audiência (16/07): AUSENTE sem justificativa clara. 

  • Implicação política e para os réus: Recuo estratégico! Não colaborou, reforçando a imagem de descompromisso com aliados em apuros e a tática de sumir quando o bicho pega. 

FÁBIO SHOR (Delegado da PF)

  • Status na audiência (16/07): AUSENTE (defesa deveria tê-lo trazido). 

  • Implicação política e para os réus: Prejuízo à defesa! Testemunha crucial para contextualização das investigações não foi ouvida, fragilizando a estratégia dos acusados. 

CIRO NOGUEIRA (Senador)

  • Status na audiência (16/07): Compareceu, mas não trouxe novidades. 

  • Implicação política e para os réus: Impacto mínimo! Testemunho não forneceu elementos substantivos para a defesa dos acusados. 

GEN. GONÇALVES DIAS

  • Status na audiência (16/07): Compareceu, mas não trouxe novidades.

  • Implicação política e para os réus: Impacto mínimo! Testemunho sem relevância para a defesa, reforçando a falta de apoio concreto para os réus e a fragilidade da articulação golpista.


[QUEM FORAM OS ABANDONADOS]

Réus dos grupos processados:

  • Núcleo 2
    • Filipe Martins (ex-assessor de assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro);
    • Marcelo Câmara (ex-assessor de Bolsonaro);
    • Silvinei Vasques (ex-diretor da PRF);
    • Mário Fernandes (general do Exército);
    • Marília de Alencar (ex-subsecretária de Segurança do Distrito Federal);
    • Fernando de Sousa Oliveira (ex-secretário adjunto de Segurança do Distrito Federal).
  • Núcleo 3
    • Bernardo Romão Correa Netto (coronel do Exército);
    • Cleverson Ney Magalhães (tenente-coronel);
    • Estevam Theophilo (general);
    • Fabrício Moreira de Bastos (coronel);
    • Hélio Ferreira (tenente-coronel);
    • Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel);
    • Nilton Diniz Rodrigues (general);
    • Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel);
    • Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel);
    • Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel);
    • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel);
    • Wladimir Matos Soares (policial federal).
  • Núcleo 4
    • Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército);
    • Ângelo Martins Denicoli (major da reserva);
    • Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente);
    • Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel);
    • Reginaldo Vieira de Abreu (coronel);
    • Marcelo Araújo Bormevet (policial federal);
    • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).


Fonte: Agência Brasil

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