O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) entrou com recurso urgente na CCJ da Câmara nesta terça (22) para anular o parecer do Conselho de Ética que pede sua cassação. O motivo? A defesa aponta três irregularidades graves: 1) veto a testemunhas-chave; 2) conflito de interesses do relator Paulo Magalhães (PSD-BA) (acusado de agressões anteriores); e 3) uso seletivo do regimento – que prevê apenas censura por conflitos físicos, não cassação.
O caso é a cristalização da guerra política na Câmara: Braga, alvo de ataques por denunciar o orçamento secreto, reagiu com empurrões em 2023 ao militante do MBL Gabriel Costenaro, que insultou sua mãe. O partido Novo – aliado do MBL – transformou o caso em vingança judicial, ignorando que bolsonaristas como Carla Zambelli (que perseguiu adversário com arma) nunca sofreram cassação. O recurso agora é a última trincheira para evitar um precedente perigoso: calar vozes progressistas sob o pretexto de “decoro”.
DETALHES QUE ARDEN:
– O MBL por trás da queixa: O mesmo grupo que invadiu universidades e defendeu o 8/1 agora usa a ética como arma política.
– O relator suspeito: Paulo Magalhães teria dito, antes mesmo do processo, que Braga “merecia punição exemplar”.
– Greve de fome como alerta: Braga passou 9 dias sem comer para expor a farsa – e conseguiu adiar a votação em 60 dias.
O que vem por aí?
A CCJ tem 3 caminhos:
1) Anular o processo por vícios formais (e humilhar o Conselho de Ética);
2) Devolver ao Conselho para corrigir falhas; ou
3) Ignorar as provas e enviar direto ao plenário – onde a direita tem maioria para cassar.
Braga na coletiva:
“Querem minha cabeça porque incomodo. Mas não vão me calar: ou a CCJ corrige essa injustiça, ou o Brasil verá ao vivo o abuso de poder do Centrão.”
Fonte: Agência Câmara de Notícias






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